"Nobody move! Ive dropped my brain" Quando durante o intervalo eu tentava aclarar um pouco as minhas ideias, para tentar perceber o que se esteve a passar naquela primeira hora de meia de filme, lembro-me de ter pensado: "E imaginar que o primeiro filme era apenas sobre um barco pirata amaldiçoado...".
Vamos lá começar com sito: Este terceiro filme da mais rentável saga de piratas da história é confusa tem demasiadas personagens (promissoras, mas demasiadas) que se misturam num argumento atabalhoado, demasiados efeitos especiais e é demasiado longo. Será que para contar uma estória, onde basicamente um tipo quer destruir todos os piratas do mundo, precisamos de complicar tanto as coisas?
É incompreensível a duração do filme, principalmente tendo em conta o material que se têm. É claramente uma tentativa de esticar até à exaustão através de pirotécnia visual, aquilo que poderia ser contado em hora e meia (e já seria muito).
Personagens más que ficam boas, e depois voltam a ser más... para voltar a ser boas. Mitologia, surrealismo, realismo,
Keith Richards a tocar guitarra... haverá algo que não tenha sido tentado? E porquê é que aquela maldita música está sempre a tocar de fundo? E o problema é que os actores até são competentes (
Geoffrey Rush e
Johnny Depp ocupam totalmente o ecrã quando estão em cena), e os efeitos especiais assim como todos os meios mobilizados, são de facto especiais... mas... para quê tudo isso?
Apesar de todo o desperdiçar de grandeza visual, nenhuma das cenas deste filme me ficou tanto na memória como a primeira vez que a tripulação amaldiçoada do primeiro filme apareceu no ecrã ao luar...
Aspectos positivos?... Bem.. a acção continua a ser imaginativa (assim com algumas sequências, que se passam principalmente nos confins do mundo), e o humor continua lá... apesar de não ser tão honesto como no primeiro filme, esse sim, não se levava demasiado a sério.
E pensar que o anterior prometia tanto...
(
5/10) * * *