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Marvel's The Avengers (2012), de Joss Whedon

Que não haja equívocos: The Avengers não é um filme perfeito. Tem alguns problemas narrativos (o prelúdio é muito extenso e as motivações do vilão são irregulares) e não tem problemas em usar e abusar de um ou outro cliché (não vamos mais longe, todos os personagens  - e quando digo todos, são TODOS - foram construídos para chegar ao maior número de faixas etárias possível).

 

Dito isto, vamos ao que interessa.

 

The Avengers é, até ao momento, a experiência cinematográfica de entretenimento puro do ano. É aquele filme para ir ver com o maior número de amigos possível, quantas mais vezes melhor. É aquele filme para ser citado em conversas de café até à exaustão (Hulk: Smash!). É aquele filme que vai fazer disparar as vendas das BDs da Marvel (para além dos óbvios The Avengers, aconselho-vos a dar uma vista de olhos aos Ultimates do Mark Millar, onde o filme de Joss Whedon foi buscar muita inspiração). Enfim, é o filme mais cool do ano (o The Dark Knight Rises também pode vir a ser cool, mas vai, seguramente, ser mais contido e introspetivo).

 

Não é nenhum exagero afirmar que desde o primeiro Iron Man que o cinema de super-heróis não era tão divertido e bem trabalhado (as experiências semi-falhadas do ano passado - Captain America e Thor - mostram a dificuldade em fazer estes filmes sem cair no ridículo e nos lugares comuns). Dos diálogos ao ambiente, passando pela caracterização emocional dos personagens, tudo em The Avengers flui como um rio em direção a um mar de boa disposição e awesomeness.

 

É certo que não é um filme contido (nem o poderia ser), mas é um filme que se sabe controlar. Apesar da quantidade de egos que tem de equilibrar num espaço de tempo tão curto (não só de atores, mas também de personagens), o resultado acaba por ser uma massa homogénea de entretenimento, super-heroismo e humanidade (felizmente Joss Whedon nunca esqueceu a faceta mais humana dos personagens), que não passa despercebida a ninguém.

 

Curiosamente, é interessante constatar que o personagem que mais se destacou (o excelente Hulk do não menos excelente Mark Ruffalo), é aquele que mais problemas tem dado a adaptar ao cinema. Quererá isto dizer que o Hulk só trabalha bem em equipa? Veremos. 

 

The Avengers não está isento de problemas, como já referi, mas estes ficam mais do que diluídos no excelente resultado final. Sentem-se bem confortáveis e aproveitem a viagem. Destes não há muitos.

 

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