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Lobos de Ouro 2012 - Os Melhores

E chegou a altura de fazer o balanço definitivo. Obviamente que não vi todos os filmes que estrearam em Portugal em 2012, mas de todos o que vi seguem-se aqueles que considero essenciais em qualquer videoteca que se preze.

Como já não volto mais a este estaminé durante 2012, desejo-vos umas gloriosas entradas, cheias de tudo aquilo que precisam.

Até 2013.

The Girl with the Dragon Tattoo

David Fincher voltou ao que sabe fazer melhor e não desiludiu. The Girl with the Dragon Tattoo é um poderoso thriller recheado de personagens que vivem muito para além da narrativa. Apesar de ter estreado em janeiro, foi uma escolha quase unânime da comunidade do Google Plus que me ajudou a fazer estas escolhas. Isso só por si diz muito da marca emocional que deixa.

Skyfall

A comemorar os 50 anos, James Bond teve finalmente o filme que lhe fazia falta. Skyfall consegue a proeza de continuar a reinventar um personagem que todos pensávamos conhecer bem, ao mesmo tempo que respeita, homenageia e cria elos de ligação com as cinco décadas de história.

The Hobbit

De regresso à Terra Média, Peter Jackson demostrou que ainda não perdeu o jeito. Neste quarto filme baseado nas aventuras criadas por Tolkien regressamos a um ambiente bem familiar para encontrar tudo exatamente como deixámos.

The Avengers

Num ano marcado por tantas desilusões, foi bom sentir que um dos projetos mais arriscados de sempre da Marvel cumpriu todas as expetativas. The Avengers é tudo o que o cinema espetáculo deveria ser. Sem subtextos nem pretensões políticas ou filosóficas, os nossos amigos chegaram, viram e venceram. E o resto é conversa.

The Artist

Colocar o grande vencedor dos Óscares do ano passado numa lista de melhores do ano é sempre redundante. Mas a verdade é que o The Artist não é apenas um grande filme: é um grande filme que respira Cinema.

Amour

Quando Michael Haneke se coloca atrás das câmaras sabemos que não vem daí coisa fácil. Desta vez o austríaco resolveu mostrar-nos aquilo que não queríamos ver, e não houve nada que nos pudesse preparar para o resultado final.

Looper

Embora não seja para todos os gostos, o engenho e a perícia narrativa com que Rian Johnson brincou com um subgénero tão periclitante como é o das viagens no tempo, fazem de Looper um dos filmes mais estimulantes do ano. E é sempre um prazer ver o tio Bruce Willis nesta lista.

Lobos de Ouro 2012 - As Surpresas

Como nem só de desilusões viveu 2012, aqui ficam os filmes que nos recordaram que nem tudo é mau e previsível no cinema do século XXI.

The Cabin in the Woods

Goste-se ou não, The Cabin in the Woods é exatamente aquilo que poderíamos esperar de um filme escrito pelo Whedon e pelo Goddard: um produto delirante com toques de ficção científica e tiques de thriller sobrenatural, bem arrumadinho num contentor recheado de ironia. Tem falhas, é certo, mas aquilo em que acerta é suficiente para o fazer saltar para a lista de melhores do ano.

Dredd 3D

As expetativas não eram muito altas: a última incursão no cinema do personagem criado por John Wagner e Carlos Ezquerra ficou na história pelas razões erradas, e o orçamento limitado desta nova versão não dava ao realizador Pete Travis muito espaço de manobra. O resultado final acabou por ser contido no espaço cénico mas bastante eficaz na dinâmica narrativa. Dredd 3D é a prova viva de que é possível fazer grandes e nutritivas omeletes com poucos ovos.

Wreck-It Ralph

Se há uns anos alguém sugerisse que a Disney-Mãe iria ser capaz de vencer a Pixar no seu próprio jogo, esse pessoa seria imediatamente internada numa instituição psiquiátrica e privada de toda a comunicação humana até recobrar o juízo. Mas a verdade é que em pleno 2012, o inimaginável aconteceu: Wreck-it Ralph tornou-se um sucesso de bilheteira e de crítica enquanto que Brave foi recebido com alguma insegurança. A geração dos videojogos já merecia um filme assim.

The Woman in Black

Posso estar a ser injusto, mas nunca me pareceu que alguém desse um chavo pela carreira de Daniel Radcliffe depois do Harry Potter acabar. Felizmente para ele, The Woman in Black veio provar o contrário. Com uma representação sólida, Radcliffe liderou o regresso da Hammer aos grandes thrillers sobrenaturais de época. Sei que não é dizer muito mas este é um dos melhores filmes do género dos últimos anos.

Lobos de Ouro 2012 - As Desilusões

Haverá algo pior do que passar anos e anos a acumular expetativas sobre um filme e descobrir que teria sido mais útil usar esse tempo para escrever uma tese sobre estratégia e segurança na África Austral? Há certamente, mas a amputação genital e a programação da noite de passagem-de-ano da TVI não são para aqui chamadas.

Antes de chegarmos aos Melhores do Ano - e porque todos nós temos um saudável lado masoquista - vale sempre a pena recordar aqueles que mais nos partiram o coração em 2012.

The Dark Knight Rises

Ainda hoje, meses depois da estreia, quando entro numa loja e vejo este filme a ser transmitido, sinto o meu coração a esvair-se em lágrimas. Depois do superlativo The Dark Knight, ninguém esperava de Nolan menos do que a excelência. O resultado acabou por se revelar uma amálgama de cenas atabalhoadas e mal escritas, recheadas de referências políticas mal coladas, capazes de fazer corar o M. Night Shyamalan.

John Carter

Quando se soube que Andrew Stanton preparava um filme em imagem real baseado num dos livros fundamentais da ficção científica do século XX,  todos ficaram à espera de grandes coisas (afinal de contas Stanton foi só um dos pais da trilogia Toy Story). Para ser sincero, não é que John Carter seja um mau filme (os visuais são incríveis e com um pouco de sorte podemos ter aqui um novo culto do Home Video). O problema é que as muitas arestas por limar não se admitem num filme orçado em 250 milhões de dólares.

Prometheus

No regresso ao universo que o viu nascer para a fama, Ridley Scott tentou esconder a falta de inspiração com questões existenciais genéricas e uma direção de arte de encher o olho. O problema é que os fãs não são burros sr. Scott, nem o senhor é uma rainha Xenomorfo.

Cloud Atlas

Os trailers não deixavam espaço para dúvidas. Cloud Atlas só tinhas duas hipóteses: ou seria o melhor filme do ano ou um descalabrado pretensioso de proporções astronómicas. Ora adivinhem lá o que aconteceu.

Ghost Rider: Spirit of Vengeance

Não é que estivesse à espera de ver Truffaut ressuscitado. Mas caramba, os trailers tinham tão bom aspeto e a esperança em Neveldine e Taylor era tão grande, que estava à espera que pelo menos fosse melhor do que o primeiro. Sou tão inocente.

2012 no cinema em 7 minutos

Depois de nos últimos dois anos a utilizadora do YouTube Genrocks (Gen Ip) nos ter brindado com os magníficos Filmography 2010 e  Filmography 2011, chegou agora até nós a igualmente magnífica edição atualizada.

Filmography 2012 é um pequeno vídeo que compila em pouco mais de 7 minutos o que de melhor se fez em Hollywood (e não só) durante o ano de 2012. Se é verdade que por esta altura há vídeos destes ao pontapé pelo YouTube, não é menos verdade que com este trabalho de edição e sonorização são raros.

Um bem haja à Gen Ip.

Amour (2012), de Michael Haneke

Um pouco à semelhança do conceito abstrato que lhe serve de título, já muito foi escrito e falado sobre o mais recente de Michael Haneke. Amour faz parte da lista de melhores do ano de quase todos os críticos que se prezem, ganhou um amontoado impressionante de prémios e distinções e é dado como o mais do que certo vencedor do Óscar para o Melhor Filme Estrangeiro. Por isso, se não o foram ver até agora, não será o meu texto que vos fará mudar de opinião. No entanto, e como às vezes também faz bem sair do ambiente controlado de Hollywood, resolvi tentar a minha sorte com alguns parágrafos rápidos.

É um facto: Amour não deve ser visto de ânimo leve - a decisão de o estrear nesta quadra tem tanto de irónico como de cruel. É um filme sobre a velhice e a degradação do corpo humano, uma realidade inexorável que nos arromba (literalmente) a consciência quando ainda nem tivemos tempo de aquecer a cadeira.

Tal como seria de esperar de Haneke (um cineasta conhecido pela forma gelada como manipula a câmara), aqui não há músicas lamechas, nem grandes planos, nem zoom ins, nem zoom outs. Os mecanismos manipuladores da linguagem cinematográfica ficaram reduzidos ao vulgar campo-contra-campo e a um par de composições musicais clássicas enquadradas na narrativa. Tudo resto são planos fixos - ou quase - onde Haneke nos mostra aquilo que não queremos ver.

Numa altura em que os found-footage estão na moda, podemos estabelecer uma analogia que não estará muito longe do resultado final: imaginem uma câmara abandonada durante meses no quarto de um lar da terceira idade. Agora acrescentem-lhe o amor incondicional de alguém que partilhou uma vida ao lado de outra pessoa e que lhe custa a aceitar que chegou a hora de a deixar partir.

Voilá. Temos um dos filmes do ano.

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Reflexão de fim de ano: ajudem-me a escolher os melhores do ano

Não há dezembro sem os habituais posts de melhores e piores do ano. É uma daquelas pragas que não se conseguem contornar. Se me quiserem dar uma ajudinha a escolher os musts do ano (como diriam no saudoso Templo dos Jogos) entrem na comunidade online do CINEBLOG no Google Plus (aqui), apresentem-se e digam-me quais os filmes que consideram como os melhores do ano (e já agora porquê).

Não quero deixar escapar nenhum mas a ressaca natalícia é tramada.

Atualização: Lembraram-me no Twitter que os melhores do ano aqui no estaminé chamavam-se Lobos de Ouro. Pois assim seja: ajudem-me a escolher os Lobos de Ouro 2012. E até já lhes fiz um poster, como era costume.

 

 

 

 

E eis-me novamente no VHS, desta vez para comemorar o Natal

Embebidos pelo espírito de Natal, o pessoal do podcast VHS convidou-me para me juntar a eles na dissecação de Ernest Saves Christmas, um verdadeiro clássico natalício do cinema mau.

Se tiverem cerca de 15 minutos disponíveis (eu sei que hoje é difícil arranjar um espaço entre rabanadas, azevias e sonhos) podem ouvir-nos aqui.

Bom Natal minha gente. E cuidado com aqueles indivíduos anafados de idade avançada que dão doces a criancinhas.

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Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

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