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Lobos de Ouro 2012 - As Surpresas

Como nem só de desilusões viveu 2012, aqui ficam os filmes que nos recordaram que nem tudo é mau e previsível no cinema do século XXI.

The Cabin in the Woods

Goste-se ou não, The Cabin in the Woods é exatamente aquilo que poderíamos esperar de um filme escrito pelo Whedon e pelo Goddard: um produto delirante com toques de ficção científica e tiques de thriller sobrenatural, bem arrumadinho num contentor recheado de ironia. Tem falhas, é certo, mas aquilo em que acerta é suficiente para o fazer saltar para a lista de melhores do ano.

Dredd 3D

As expetativas não eram muito altas: a última incursão no cinema do personagem criado por John Wagner e Carlos Ezquerra ficou na história pelas razões erradas, e o orçamento limitado desta nova versão não dava ao realizador Pete Travis muito espaço de manobra. O resultado final acabou por ser contido no espaço cénico mas bastante eficaz na dinâmica narrativa. Dredd 3D é a prova viva de que é possível fazer grandes e nutritivas omeletes com poucos ovos.

Wreck-It Ralph

Se há uns anos alguém sugerisse que a Disney-Mãe iria ser capaz de vencer a Pixar no seu próprio jogo, esse pessoa seria imediatamente internada numa instituição psiquiátrica e privada de toda a comunicação humana até recobrar o juízo. Mas a verdade é que em pleno 2012, o inimaginável aconteceu: Wreck-it Ralph tornou-se um sucesso de bilheteira e de crítica enquanto que Brave foi recebido com alguma insegurança. A geração dos videojogos já merecia um filme assim.

The Woman in Black

Posso estar a ser injusto, mas nunca me pareceu que alguém desse um chavo pela carreira de Daniel Radcliffe depois do Harry Potter acabar. Felizmente para ele, The Woman in Black veio provar o contrário. Com uma representação sólida, Radcliffe liderou o regresso da Hammer aos grandes thrillers sobrenaturais de época. Sei que não é dizer muito mas este é um dos melhores filmes do género dos últimos anos.

Lobos de Ouro 2012 - As Desilusões

Haverá algo pior do que passar anos e anos a acumular expetativas sobre um filme e descobrir que teria sido mais útil usar esse tempo para escrever uma tese sobre estratégia e segurança na África Austral? Há certamente, mas a amputação genital e a programação da noite de passagem-de-ano da TVI não são para aqui chamadas.

Antes de chegarmos aos Melhores do Ano - e porque todos nós temos um saudável lado masoquista - vale sempre a pena recordar aqueles que mais nos partiram o coração em 2012.

The Dark Knight Rises

Ainda hoje, meses depois da estreia, quando entro numa loja e vejo este filme a ser transmitido, sinto o meu coração a esvair-se em lágrimas. Depois do superlativo The Dark Knight, ninguém esperava de Nolan menos do que a excelência. O resultado acabou por se revelar uma amálgama de cenas atabalhoadas e mal escritas, recheadas de referências políticas mal coladas, capazes de fazer corar o M. Night Shyamalan.

John Carter

Quando se soube que Andrew Stanton preparava um filme em imagem real baseado num dos livros fundamentais da ficção científica do século XX,  todos ficaram à espera de grandes coisas (afinal de contas Stanton foi só um dos pais da trilogia Toy Story). Para ser sincero, não é que John Carter seja um mau filme (os visuais são incríveis e com um pouco de sorte podemos ter aqui um novo culto do Home Video). O problema é que as muitas arestas por limar não se admitem num filme orçado em 250 milhões de dólares.

Prometheus

No regresso ao universo que o viu nascer para a fama, Ridley Scott tentou esconder a falta de inspiração com questões existenciais genéricas e uma direção de arte de encher o olho. O problema é que os fãs não são burros sr. Scott, nem o senhor é uma rainha Xenomorfo.

Cloud Atlas

Os trailers não deixavam espaço para dúvidas. Cloud Atlas só tinhas duas hipóteses: ou seria o melhor filme do ano ou um descalabrado pretensioso de proporções astronómicas. Ora adivinhem lá o que aconteceu.

Ghost Rider: Spirit of Vengeance

Não é que estivesse à espera de ver Truffaut ressuscitado. Mas caramba, os trailers tinham tão bom aspeto e a esperança em Neveldine e Taylor era tão grande, que estava à espera que pelo menos fosse melhor do que o primeiro. Sou tão inocente.

Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

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