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CINEBLOG

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Em 2017 vi mais séries do que filmes. O que se passa comigo?

Stranger Things

A coisa não é de agora. Nos últimos anos os sinais tinham-se tornado demasiado evidentes para serem ignorados e foi uma questão de tempo até acontecer. 2017 tornou-se oficialmente no primeiro ano em que vi mais séries do que filmes. 

Sou fraco, eu sei. Fui incapaz de resistir aos apelos incessantes daqueles pequenos suplementos de ficção. Fui seduzido pela comodidade dos 40 minutos diários e das mini-séries de 10 episódios. Não resisti à Netflix, ao streaming, ao binge e às seasons.

Mas a culpa não foi só minha, juro. O cinema também não tem feito nada para melhorar a nossa relação. São os super-heróis, os remakes, as sequelas e as prequelas. Sempre a mesma história, sempre a mesma rotina. Um homem tem outras necessidades. Já estou farto que estejam constantemente a remexer-me no passado, a manipular-me à custa da nostalgia (as séries também já começaram a fazê-lo, mas ainda são mais meiguinhas).

E depois vem a questão do tempo. Hoje em dia é difícil arranjar um filme que tenha menos de duas horas e tal. É que tenho vida para além dos ecrãs, caraças! Três quartos de hora metem-se em qualquer lado, agora duas, três horas? Precisam mesmo desse tempo todo para contar a mesma história vezes e vezes sem conta?

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Assim se escrevia sobre Star Wars no Portugal de 1978

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No final de 1977, Star Wars chegou a Portugal já com o título de recordista de bilheteira. Como tal, os responsáveis pelos cinemas portugueses aproveitaram para trazer de novo às salas o 2001: A Space Odyssey e tentar assim amealhar uns trocos extra à custa de uma eventual sessão dupla.

Um mês depois, foi lançada em Portugal a revista de cinema Isto é Cinema (da qual já tive ocasião de falar aqui), e como seria de esperar, esta sessão dupla peculiar foi um dos temas de destaque.

Apesar de não ter nenhuma crítica publicada (dava uma unha do pé esquerdo para ler a opinião do crítico que lhe deu a bola negra), a revista publicou dois textos que achei que valia a pena trazer para o estaminé (estamos a falar de textos com praticamente 40 anos, escritos numa altura em que a máquina de fazer dinheiro criada por George Lucas começava a dar os primeiros passos).

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Dark: Aquilo que não sabemos é um oceano

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Comecei a ver Dark porque mo venderam como uma espécie de Stranger Things alemão. Continuei a ver porque aquilo que encontrei foi tudo menos um Stranger Things alemão.

A série começa com um suicídio e um desaparecimento (ou será o contrário?). Depois vêm os cadáveres, a gruta e o chocolate (ainda se lembram do tempo em que o Twix se chamava Raider?). Todos parecem suspeitos e os sintetizadores parecem saber o que se está a passar. Os mistérios vão-se acumulando, as dúvidas multiplicam-se e os personagens, esses, são mais do que as mães.

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Ok, a Disney comprou a Fox. E agora?

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Finalmente aconteceu. Depois de semanas de especulação, a Disney anunciou oficialmente a compra da 20th Century Fox pela módica quantia de 52 mil mihões de dólares (o comunicado completo aqui). E agora? O que é que isso significa para a indústria? 

Vamos por partes.

Para além da Marvel ficar praticamente toda reunida no mesmo sítio (os X-Men, o Deadpool e os Fantastic Four podem finalmente juntar-se ao MCU), o acordo tem alguns contornos que me parecem mais relevantes.

Em primeiro lugar, este acordo é a prova de que a Disney pretende ir com tudo o que tem e não tem para cima da Netflix. A Disney já tinha anunciado os planos de expansão para o mercado do streaming, com o fim anunciado do acordo com a Netflix e a criação de uma plataforma própria. Com este negócio, quando a anunciada Disneyflix for lançada (não se vai chamar assim, obviamente, mas percebem a ideia), vai ter o apoio do catálogo da 20th Century Fox, Marvel Entertainment, Lucas Films, ABC, ESPN, Disney Channel, Disney Animation, Disney Motion Pictures, Pixar e Blue Sky. Coisa pouca portanto.

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Crítica: Star Wars - The Last Jedi. Este não é o Star Wars de que estavam à procura

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Talvez o maior elogio que podemos fazer a The Last Jedi é que, contra todas as expetativas, e apesar de levar às costas todo o peso do mundo, consegue surpreender e inovar.

Desde o início do filme que Rian Johnson assume uma postura de autoconsciência e de desconstrução daquilo que significa o Star Wars. Tornou-se óbvio que já não estamos nos anos 70 ou até mesmo nos 2000. A internet tornou-se uma ferramenta essencial da militância Star Wars e Johnson, com a plena consciência disso, usa-a a favor de uma narrativa que se adivinhava previsível. 

Rian Johnson brinca, ou melhor, trolla a malta da internet e deita por terra todas as teorias rebuscadas e as análises frame a frame dos trailers. É uma espécie de sucessão espiritual do I love you/I know, atualizando-o e ampliando-o a toda a narrativa. Todos os mistérios que foram sendo criados e alimentados pela fanbase durante os últimos anos são resolvidos de forma inesperada, aproximando mais este capítulo ao Return of the Jedi do que ao Empire Strikes Back.

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Antes dos Wookiees e dos Sabres de Luz, era sobre isto que pensava George Lucas

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Para assinalar a estreia do Episode VIII, a Dust (uma plataforma online que se dedica a divulgar curtas de ficção científica e que é subscrição obrigatória para qualquer nerd que se preze) acabou de colocar no seu canal do YouTube a curta-metragem "Electronic Labyrinth: THX 1138 4EB".

Trata-se de uma curta realizada por George Lucas enquanto estudante de cinema e que acabou por servir de base para a longa "THX 1138".

Embora já andasse pelo YouTube há algum tempo, esta é a versão mais limpinha e oficial que encontrei até ao momento e só por isso já merece um destaque.

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