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CINEBLOG

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Crítica: The Disaster Artist. O desastre perfeito

The Disaster Artist

Quando se escreve sobre filmes biográficos, é lugar-comum usar expressões como "a realidade é mais estranha do que a ficção" ou "se não existisse, teria de ser inventado". Perdoem-me desde já a falta de originalidade, mas não encontro melhor forma de descrever tanto The Disaster Artist como o próprio Tommy Wiseau, o excêntrico auteur, interpretado de forma brilhante por James Franco.

De um modo geral, podemos dizer que The Disaster Artist é um filme sobre os bastidores do The Room, obra de culto ultra-independente que nos últimos anos tem ocupado confortavelmente o trono do sub-género "tão mau que é bom".

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Os melhores filmes de 2017

 

Thelma

Porque o cinema será sempre o que faz bater o coração deste velho estaminé, aqui fica a lista dos meus filmes favoritos do ano, mais uma vez sem nenhuma ordem específica.

Da minha parte, despeço-me com amizade deste 2017 e aqui vos espero em 2018 para mais e melhor cinema. Bom ano e cuidado com as passas. Já sabem: na dúvida bebam sempre mais champanhe (mas só se não conduzirem, obviamente).

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Crítica: It Comes at Night. A noite é escura e cheia de horrores

It Comes at Night

Ao deambular pelo quadro de Brueghel nos minutos iniciais, It Comes at Night empurra a sua mensagem para outros limites. Nesse momento, o apocalipse deixa de ser a alegoria catapultada para a fama por Romero e torna-se numa viagem especulativa até aos medos e paranoias da europa do século XIV. Não é por acaso que a infeção retratada no filme é em tudo semelhante aos relatos da Peste Negra, a doença que dizimou um quarto da população europeia da altura. É muito fácil esquecermo-nos que tudo aquilo já aconteceu e que não há ninguém que nos possa garantir que não volte a acontecer.

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Em 2017 vi mais séries do que filmes. O que se passa comigo?

Stranger Things

A coisa não é de agora. Nos últimos anos os sinais tinham-se tornado demasiado evidentes para serem ignorados e foi uma questão de tempo até acontecer. 2017 tornou-se oficialmente no primeiro ano em que vi mais séries do que filmes. 

Sou fraco, eu sei. Fui incapaz de resistir aos apelos incessantes daqueles pequenos suplementos de ficção. Fui seduzido pela comodidade dos 40 minutos diários e das mini-séries de 10 episódios. Não resisti à Netflix, ao streaming, ao binge e às seasons.

Mas a culpa não foi só minha, juro. O cinema também não tem feito nada para melhorar a nossa relação. São os super-heróis, os remakes, as sequelas e as prequelas. Sempre a mesma história, sempre a mesma rotina. Um homem tem outras necessidades. Já estou farto que estejam constantemente a remexer-me no passado, a manipular-me à custa da nostalgia (as séries também já começaram a fazê-lo, mas ainda são mais meiguinhas).

E depois vem a questão do tempo. Hoje em dia é difícil arranjar um filme que tenha menos de duas horas e tal. É que tenho vida para além dos ecrãs, caraças! Três quartos de hora metem-se em qualquer lado, agora duas, três horas? Precisam mesmo desse tempo todo para contar a mesma história vezes e vezes sem conta?

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Assim se escrevia sobre Star Wars no Portugal de 1978

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No final de 1977, Star Wars chegou a Portugal já com o título de recordista de bilheteira. Como tal, os responsáveis pelos cinemas portugueses aproveitaram para trazer de novo às salas o 2001: A Space Odyssey e tentar assim amealhar uns trocos extra à custa de uma eventual sessão dupla.

Um mês depois, foi lançada em Portugal a revista de cinema Isto é Cinema (da qual já tive ocasião de falar aqui), e como seria de esperar, esta sessão dupla peculiar foi um dos temas de destaque.

Apesar de não ter nenhuma crítica publicada (dava uma unha do pé esquerdo para ler a opinião do crítico que lhe deu a bola negra), a revista publicou dois textos que achei que valia a pena trazer para o estaminé (estamos a falar de textos com praticamente 40 anos, escritos numa altura em que a máquina de fazer dinheiro criada por George Lucas começava a dar os primeiros passos).

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