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Crítica TV: "Ash vs. Evil Dead" (ep. 1) - O rei está de volta

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Assistir ao regresso de um personagem tão amado como o Ash é um pouco como voltar ao tal sítio onde já fomos felizes. A expetativa é tanta e as emoções estão tão misturadas que já não sabemos muito bem se gostamos porque de facto é bom, ou se queremos tanto gostar que acabamos por fazer a vontade à nostalgia.

"Ash vs. Evil Dead" é essa viagem até à casa onde crescemos mas onde não pomos os pés desde os 10 anos de idade. Ao princípio tudo parece estranho, exagerado e demasiado diferente. Mas passado uns minutos começamos a reconhecer os padrões e as sensações e acabamos por nos lembrar porque é que gostávamos daquilo.

O primeiro episódio tem tudo aquilo que os fãs desejaram durante tantos anos. Temos o Bruce Campbell a fazer de Ash (no fundo o único papel que sabe fazer) dirigido pelo Sam Raimi. 30 anos depois. Nem mais nem menos.

O balanço entre a comédia e o terror continua exemplar, com o Raimi a saber moldar a seu bel-prazer a canastrice natural do Bruce Campbell. Ash voltou a libertar o mal (uma mistura entre zombies e demónios cartoonescos e exagerados como sempre, mas nem por isso menos assustadores), desta vez para impressionar uma amante de poesia durante uma noite de ganzas. A primeira reação foi fugir (obviamente), mas depois da insistência do seu colega de trabalho, lá acabou por voltar a dar uso à motosserra.

Como isto é uma série (que aliás já foi renovada para uma segunda temporada), e para bem da narrativa, tiveram de se arranjar personagens novas para acompanhar Ash na sua demanda. Aparentemente a coisa resulta. Pablo e Kelly parecem ser carismáticos e interessantes o suficiente para não serem apenas carros-vassoura do protagonista. Em relação à genérica agente Amanda Fisher tenho algumas reticências que só o tempo poderá esclarecer.

Pena o excesso de gore CGI, substituto inglório dos litros e litros de sangue falso deliciosamente vermelho dos velhos tempos.

Uma coisa é certa: dificilmente os fãs poderiam pedir melhor regresso. Quer dizer... só um novo filme.

 

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