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Revolução criativa nos estúdios Marvel. Afinal pode-se mexer em equipa vencedora.

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Apesar da imagem pública de aparente sucesso e tranquilidade, a Marvel Studios está a sofrer a maior revolução criativa e institucional da sua história.

Por um lado, a Disney resolveu finalmente afastar da cadeia criativa o "excêntrico" Ike Perlmutter, CEO da Marvel Entertainment e até à data uma figura essencial no desenvolvimento do Marvel Cinematic Universe. A partir deste momento Kevin Feige, o presidente da Marvel Studios, só tem de responder ao presidente da Disney.

Por outro lado, foi também desmantelado o comité criativo formado por Alan Fine, sócio de Perlmutter, o argumentista Brian Michael Bendis e Joe Quesada, histórico editor da Marvel e atual conselheiro criativo.

Mas não era suposto não se mexer numa equipa vencedora?

Vamos por partes. Primeiro convém perceber quem é Perlmutter

Isaac "Ike" Perlmutter é um milionário de 72 anos, com uma fortuna pessoal avaliada em mais de 4 mil milhões de dólares. Em 1997 ajudou a Marvel a sair da bancarrota e antes da empresa ser comprada pela Disney, Perlmutter era o máximo acionista da Marvel. Isso colocou-o num patamar priveligiado quando a empresa deu o salto definitivo para o cinema com a criação da Marvel Studios. Tudo isto não seria problema se Perlmutter não tivesse um feitio muito peculiar e uma relação muito chegada ao dinheiro (este senhor geria literalmente os custos de uma mega empresa como se gere uma mercearia).

Por exemplo, foi Perlmutter que recusou o aumento salarial pedido pelo Terrence Howard para o "Iron Man 2", substituindo-o por um Don Cheadle mais barato (segundo ele ninguém ia notar a diferença porque "todos os negros são iguais"). Conta-se também que Perlmutter é o responsável pela ausência de brinquedos da "Black Widow", já que "personagens femininos não vendem brinquedos".

O momento mais crítico da sua intervenção, que acabou por ser a gota de água na relação com Kevin Feige, aconteceu em 2013, quando um impasse salarial obrigou Robert Downey Jr. a intervir para evitar o pior. Jeremy Renner, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Samuel L. Jackson pediam um salário e comissões maiores, algo que Perlmutter considerou intolerável.

Já ontem, o site Birth Death Movies anunciou também o fim do comité criativo da Marvel Studios. Segundo o artigo, a influência deste grupo nem sempre foi a mais benéfica para os estúdios, motivando, por exemplo, as críticas de Joss Whedon (que recusou realizar um terceiro "Avengers" cansado das castrações criativas) e a saída de Edgar Wright de "Ant-Man".

Oficialmente, a Disney afirma que estas alterações são apenas um passo lógico na integração da Marvel com a Disney. De acordo com as declarações de um porta-voz da Disney, "A Marvel une-se assim à Pixar e à Lucasfilm na centralização das funções cinematográficas em Burbank e o presidente Feige e o co-presidente, Louis D’Esposito, continuam a liderar os estúdios".

Mas todos sabemos que o que realmente importa está naquilo que não é oficial.

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