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Crítica: "Rings" (2017) | Como matar um franchise

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Vamos começar pelo fim porque também não há muito mais para dizer: "Rings" é mau. É bastante mau, aliás.

Nem vou falar dos atores e da forma como a protagonista se esfolava para tentar cuspir uma pronúncia americana decente. Nem sequer me vou preocupar com o crime que é desperdiçar o Vincent D'Onofrio numa bodega desta calibre.

Aquilo que me deixou à beira de uma crise de acne foi a forma descontraída, a roçar o insulto, com que nos tomaram por parvos. O segundo filme também não era grande coisa, mas pelo menos teve a decência de levar a sério o primeiro. Este nem isso consegue fazer. Afinal há mais vídeo dentro do vídeo. Porquê? Ora, porque não sabíamos como continuar a história, claro. Mas a Samara é uma vítima que quer ser salva? Ok, apesar do primeiro filme já ter dito que não, vou acreditar. Afinal não. Em que ficamos? Volta tudo ao mesmo.

A determinada altura, o filme até nos mostrou o caminho dos tijolos amarelos. Como funcionaria o vídeo na era das redes sociais e dos vídeos virais? Fazer uma cópia está a dois cliques do rato e desde que tenhamos amigos estamos a salvo. Mas que consequências a longo prazo teria isso? Até nos arranjou uma vedeta daquela série dos nerds para ficarmos contentes e tudo.

Mas tal como a Samara, também este conceito foi atirado para dentro de um poço onde ficou lentamente a afogar-se em litros clichés e sustos programados. No final, com um último esforço de braços, ainda conseguiu vir à tona e dizer as últimas palavras, mas já era tarde de mais.

E assim, meus amigos, é como se mata um franchise.

*

Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

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