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CINEBLOG

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As mais grandiosas bigodaças do cinema - Parte 1

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A tradição é tão antiga como este blogue. Desde 2003 que homens de todo o mundo aproveitam o mês de novembro para fazer experiências com os seus pelos faciais. O "movember", mistura mais ou menos feliz das palavras "moustache" (mo) e "november" (vember), nasceu na Austrália para alertar os homens para a necessidade de rastreios de saúde regulares. 

Aproveitando a boleia da iniciativa resolvi utilizar este mês para homenagear o bigode, esse multifacetado adorno facial que, para além de aumentar consideravelmente as hipóteses de se ser desejado pelo sexo posto (ou pelo mesmo sexo), é um excelente depósito de comida.

 

6 filmes essenciais para uma Páscoa mais abençoada

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Todos sabemos que a Páscoa é uma época nefasta para o espetador nacional. Entre os filmes religiosos italianos e os enlatados para miúdos (estou a escrever este post ao som do "Chihuahua de Beverly Hills"), não há nada na televisão nacional que sirva verdadeiramente o espírito da época. Para corrigir essa lacuna resolvi escrever este pequeno post com material mais do que suficiente para preencher este fim-de-semana prolongado sem nunca ter de olhar para a cara de um familiar. 

Night of the Living Dead (1968)

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O original do Romero é o derradeiro retrato da ressureição no cinema e o filme que mudou para sempre a forma como os mortos-vivos seriam vistos pela cultura popular. Cruel e visceral é ainda hoje o melhor da saga dos mortos-vivos do tio George. 

"Re-Animator" (1985)

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Haverá melhor maneira de comemorar o renascimento de Jesus do que com o "Re-Animator" a passar durante o almoço de Páscoa? Este verdadeiro clássico Pascal alerta-nos para os perigos de reanimar uma cabeça decepada. E todos deveríamos ficar agradecidos por isso.

"The Crow" (1994)

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Numa altura em que o remake parece inevitável, fica sempre bem dar uma vista de olhos ao filme que colocou o realizador Alex Proyas no mapa (embora por pouco tempo). Atmosférico, poético e trágico (é impossível falar deste filme sempre referir o destino de Brandon Lee), a história do ressuscitado Eric Draven é uma das melhores adaptações de um banda-desenhada ao grande ecrã.

"Jason Lives: Friday the 13th Part VI" (1986)

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Se até aqui o Jason Voorhees era um puto franzino e desajeitado, obcecado por chacinar adolescentes. A partir deste filme ele regressa dos mortos para se tornar num zombie mortífero capaz de furar uma caixa toráxica com o suave balançar de um punho. Nem Jesus fez melhor.

"Robocop" (1987)

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O clássico de Paul Verhoeven é mordaz, inovador, inteligente, atrevido e obscenamente violento. A história de Alex Murphy poderia confundir-se com a de Jesus, se a Bíblia tivesse sido escrita por alguém sob o efeito de LSD. É preciso dizer mais alguma coisa?

"Darkman" (1990)

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Muito antes de se aventurar no mundo de "Spiderman", Sam Raimi criou, escreveu e realizou "Darkman", o seu primeiro grande filme de estúdio e um dos filmes de super-heróis mais subvalorizados de sempre. Para além de ter Liam Neeson a iniciar-se nas artes da vingança (um género que, como todos sabem, viria a dominar décadas mais tarde), "Darkman" está recheado daquele humor psicótico e despretensioso, tão característico do Sam Raimi, e que grita orgulhosamente aos sete ventos: "sim, sou um filme de série B e depois?".

 

Passar o Halloween com a Troma

Em 1974 o realizador Lloyd Kaufman e o produtor Michael Hertz tiveram um sonho. O sonho de criar uma produtora de cinema independente, onde o sangue e as entranhas pudessem voar livremente lado a lado num jardim de personagens monstruosas, sociopatas e perigosas, banhadas por um arco-íris de sexo e violência. O sonho de criar a Troma, a produtora responsável por distribuir alguns dos mais "singulares" filmes de terror da história do cinema.

Mas a Troma não é uma mera produtora de filmes maus nem uma oportunista como a Asylum ou o SyFy. A Troma é uma instituição por direito próprio, com uma marca autoral definida e uma deliciosa independência estilística. Por ela passaram algumas das personalidades mais célebres da nossa praça. Eli Roth participou em "Terror Firmer" e "The Toxic Avenger IV". Samuel L. Jackson passou pelo "Def by Temptation" (um filme escrito e realizado por um tal de James Bond III). Marisa Tomei foi vista no mítico "The Toxic Avenger", Oliver Stone começou a sua carreira como ator no "The Battle of Love's Return" e Trey Parker e Matt Stone (os criadores de South Park) estrearam-se como autores de longas-metragens com "Cannibal! The Musical".

Este ano decidi dedicar o habitual post de Halloween à Troma com cinco singelas sugestões de iniciação. Sejam bem-vindos a Tromaville.

Cannibal! The Musical (1996)

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Filmado em 1993 e lançado em 1996, "Cannibal! The Musical" conta-nos a história da única pessoa condenada por canibalismo nos Estados Unidos, através de uma série de gloriosos números musicais. O início de carreira de Trey Parker e Matt Stone não poderia ter sido melhor.

Troma's War (1988)

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Realizado por Lloyd Kaufman and Michael Herz, "Troma's War" é considerado por muitos cinéfilos como a obra prima da Troma. Lançado como resposta ao "Platoon" e ao "Apocalipse Now", "Troma's War" é uma pérola de época que acompanha um grupo de passageiros de um avião comercial que se despenha numa ilha controlada por terroristas internacionais. O resto é pura Troma.

Redneck Zombies (1987)

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Se estiverem a jogar uma edição norte-americana do Trivial Pursuit dos anos 80 é provavelmente que se deparem com a pergunta: "What film has the tagline 'They're Tobacco Chewin', Gut Chompin', Cannibal Kinfolk from Hell!'". A resposta é "Redneck Zombies".

Poultrygeist: Night of the Chicken Dead (2006)

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Uma cadeia de fast food resolve construir um restaurante em cima de um cemitério índio. O resultado pode ou não envolver frangos possuídos que tentam transformar os clientes em frangos zombies.

The Toxic Avenger (1984)

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Numa altura em que os super-heróis tomaram conta das salas de cinema, impõe-se uma visita a Tromaville para conhecer um super-herói nascido de lixo tóxico. "The Toxic Avenger" foi tão popular no seu tempo que, para além de uma série de sequelas, deu origem a uma série de animação para crianças.

10 filmes para ver depois de uma derrota pesada da seleção

Não nos vamos enganar: assistir a uma derrota pesada da nossa equipa favorita tem potencial para estragar o dia ao mais pacífico dos cidadãos. No entanto, como não há nada que o cinema não resolva, resolvi deitar mãos à obra para vos trazer uma lista de 10 filmes capazes de fazer esquecer o pior dos descalabros desportivos.

Agradeçam-me mais tarde.

 

Passar o Halloween com o Vincent Price

A minha relação com o Vincent Price começou pouco antes da sua morte. Em 1991, aquele que foi um dos nomes maiores do cinema de terror norte-americano, apareceu pela última vez no grande ecrã. O filme era "Edward Scissorhands", um dos melhores de Tim Burton, confesso admirador de Price (basta ver a apaixonada curta que lhe dedicou em 82).

Apesar de claramente debilitado (a sua participação no filme de Burton teve de ser reduzida por problemas de saúde), a inconfundível voz e a presença altamente carismática de Vincent Price continuavam lá, intactas e hipnotizantes, a chamar as novas gerações para o seu legado. Eu fui um desses que se deixou hipnotizar, e embora na altura investigar filmografias fosse muito mais trabalhoso do que é hoje (sim Internet, estou a olhar para ti), lá fui, pouco a pouco, deitando a mão a alguns clássicos.

Nem todos os filmes de Vincent Price são bons, como é óbvio. Ele trabalhou numa altura em que muitos atores estavam sujeitos aos contratos de estúdio, ou "studio system".  Isto basicamente significava que quem queria ter um trabalho mais ou menos estável tinha de fazer um determinado números de filmes por ano para o estúdio que o contratou, independentemente da qualidade.

No entanto isso não impediu Price de ter uma filmografia recheada de clássicos que me levou a dedicar-lhe este texto.

Se ainda não têm planos para este Halloween, aqui fica uma pequena seleção de filmes de bigode cuidadosamente aparado (e uma grande parte deles pode ser vista de forma gratuita e completamente legal na Internet).

House on Haunted Hill (1959)

Price tem uma proposta irrecusável: se conseguires passar a noite numa casa assombrada ganhas 10 mil dólares. Nada mais fácil, não?

The Last Man on Earth (1964)

Quando uma doença misteriosa elimina todos os vestígios de humanidade na terra, o único sobrevivemente tem de aprender a caçar os vampiros. 

The Fly (1958)

Um cientista tem um pequeno contratempo quando tenta experimentar a sua mais recente invenção. Mas não se preocupem, ele continua vivo.

Pit and The Pendulum (1961)

Vincent Price, Edgar Alan PoeRoger Corman e Richard Matheson. É preciso dizer mais alguma coisa?

House of Wax (1953)

Um dos donos de um museu de cera tenta matar o sócio ateando fogo ao museu. O problema é que o sócio não morreu e está ligeiramente aborrecido com o sucedido. 

Theater of Blood (1973)

Embora Vincent Price tenha ficado conhecido por nos assustar sem mostrar uma gota de sangue, "Theater of Blood" é uma das raras, mas saudáveis, exceções. Price é um outrora prestigiado ator de teatro que regressa dos mortos para se vingar dos críticos que lhe destruiram a carreira. 

The Fall of the House of Usher (1960)

Vincent PriceEdgar Alan PoeRoger Corman e Richard Matheson juntos mais uma vez, para nos contarem a história de um herdeiro de uma família caída em desgraça que acredita estar possuído por uma casa. Haverá melhor maneira de terminar esta lista?

Ash é o melhor de sempre

O mítico (à falta de melhor adjetivo) Ash, da saga "Evil Dead", foi eleito como o melhor personagem de filmes de terror de sempre, numa votação organizada pela edição britânica da Revista Empire.

Em votação estiveram 666 filmes de terror lançados nos últimos 100 anos. A lista final resultou de uma combinação entre os votos dos leitores e a avaliação de um "painel de especialistas". A fazer companhia ao Ash no pódio estão Freddy Krueger e Hannibal Lecter.

Se tiverem muito tempo livre podem dar uma vista de olhos à lista completa.

Justo? Ou o Ash já deu o que tinha a dar?

5 filmes sobre o fim do mundo para ver antes do mundo acabar

O mundo vai acabar. É um facto. Tudo o que conhecemos vai deixar de existir. O planeta vai ficar árido e sem vida e os vestígios da nossa civilização não vão ser mais do que isso: vestígios à mercê da erosão.

Se isso vai acontecer amanhã ou daqui a milhões de ano é coisa que não sei (mas estou mais inclinado para a segunda opção). No entanto, como mais vale prevenir do que remediar, o vosso amigo e confidente J.B. resolveu passar em revista o apocalipse.

12 Monkeys (1995)

Um vírus dizimou grande parte da população do planeta e os sobreviventes são obrigados a viver debaixo de Terra. Pelo meio temos uma máquina do tempo, um Bruce Willis, um Brad Pitt e muitas dores de cabeça. Provavelmente o melhor filme do Terry Gilliam.

Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964)

Com este filme inesperado, Stanley Kubrick consegue dois feitos dignos de constar no almanaque que vai ser distribuido às civilizações extraterrestres que visitarem o nosso planeta: por um lado consegue bordar em linho uma engenhosa comédia negra sobre a guerra fria; por outro, consegue construir uma sátira ácida e definitiva sobre o fim do mundo. Nem outra coisa se poderia esperar do mestre.

Wall-E (2008)

Como seria de esperar, a humanidade lá acabou por destruir o planeta. Depois de fugirem para o espaço à espera de dias melhores, os humanos enviaram para a Terra um grupo de robôs que ficou responsável por limpar a porcaria acumulada de centenas de anos de evolução. Um deles desenvolveu uma paixão por filmes clássicos. O resto é magia, daquela que só a Pixar sabe fazer.

The Matrix (1999)

E se o mundo já tiver acabado? E se as máquinas estiverem a usar os humanos como baterias, induzindo-lhes um sono controlado? Por muitos anos que passem, haverá sempre um lugar no meu coração para o The Matrix. O original, claro.

The Road (2009)

Um pai e um filho viajam por uma terra devastada enquanto tentam sobreviver a todo o custo. Nunca chegamos a conhecer as razões do apocalipse. Um dos filmes mais emotivos da primeira década do século XXI e mais uma razão para idolatrar Cormac McCarthy.

Os melhores do ano para Tarantino

Se há alguém cuja opinião ainda me interessa, esse alguém é Quentin Tarantino. Não que os seus juízos sejam especialmente válidos (estou longe de concordar como todos eles), mas numa altura em que todos costumam idolatrar mais ou menos o mesmo, é bom ver alguém que não tem medo de quebrar a monotonia.

 

A Total Film teve acesso a uma lista bem fofinha, na qual constam os favoritos (e menos favoritos) de 2011 para Tarantino Man.

 

Sim, ele gostou dos The Three Musketeers e tratou o Drive com relativo desprezo.

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