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CINEBLOG

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12 anos de CINEBLOG

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Foi há exatamente 12 anos que me iniciei no mundo dos blogues. No dia 11 de julho de 2003 não nasceu apenas o CINEBLOG. Foi o início de uma aventura que mudou para sempre a minha forma de ver o cinema, a arte, e a vida em geral.

Já falei aqui muitas vezes de como há 12 anos a internet era um sítio muito diferente do que é hoje. Desta vez vou deixar as lamechices de lado e ficar-me apenas por um obrigado.

Obrigado por continuarem desse lado. Sem vocês não tinha a mesma piada.

Descobri que gasto demasiado tempo a ver filmes novos. E agora?

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Ontem, enquanto esperava que o router reiniciasse, resolvi fazer uma pequena experiência. Peguei na lista de filmes que vi durante o ano, escolhi alguns ao acaso e tentei refazê-los na minha cabeça. Coisa simples, certo?

Pouco a pouco comecei a reparar que na maioria dos casos pouco mais me recordava do que o nome dos protagonistas (os atores, não os personagens) e uma ou duas cenas soltas.

Foi então que uma dúvida me atingiu em cheio na nuca, como um tijolo arremessado por um adepto que acabou de ver a sua equipa ser goleada em casa pelo último classificado. Estarei com problemas de memória? Ou será que o meu défice de atenção alcançou níveis históricos? Provavelmente deveria ir ao médico. Ou será que… ando a ver demasiados filmes? Não pode ser. É impossível. Como posso sequer pensar nisso?

Depois de arrancar uma porção considerável de tinta da parede da sala com a testa, resolvi parar um segundo, chamar o 112 e desmaiar. Acordei com um enfermeiro careca a instalar-me um cateter e foi então que decidi que não ia lutar mais contra os factos.

A negação inicial depressa deu lugar à dúvida e a dúvida à certeza. Sim. É verdade. Ando a gastar demasiado tempo a ver filmes novos. E não sou o único. Na ânsia de consumir tudo o que anda por aí, perdi a capacidade de saborear o que acabei de ingerir. Não passo de um concorrente de um daqueles concursos de comer hamburgers que depois de enfardar 30 Big Macs chegou à conclusão que não sabe se tinham alface ou queijo.

Enquanto olhava para o lento gotejar do saco de soro, vi perfeitamente a minha modesta e desaparecida coleção de VHSs a chamar-me do passado. Não eram muitos filmes mas também não era preciso. Sabia de cor cada cena, cada frase, cada expressão. Acompanhava com preocupação a mudança de cor e os soluços da imagem até à inexorável deteriorização total. Eram as minhas cassetes. Não precisava de ver todos os filmes que estreavam.

Nessa altura quando chegava um filme bom ao videoclube não se falava de outra coisa durante, pelo menos, um mês. Agora quanto dura um sucesso? Uma semana? Cinco dias?

Com esta ânsia de conhecer tudo, estou a perder a magia da segunda visualização. Se não tivesse visto o “Fight Club” pelo menos quatro vezes, nunca teria feito parte da minha lista de filmes favoritos. E quem diz o “Fight Club”, diz o “Pulp Fiction”, o “Mulholand Drive”, o “Alien”, o “Matrix” ou até mesmo o “Star Wars”.

Há alguma coisa que possa fazer? Provavelmente não. Os tempos mudaram. Mas o primeiro passo para a cura é admitir o problema. Agora é uma questão de tentar minimizar os danos.

Filmes de terror modernos recebem capas VHS de outros tempos

Agora que os clubes de vídeo não passam de espectros deprimidos que nos olham através do passado, é uma boa altura para sacudir o pó aos óculos da nostalgia e recordar o melhor desses tempos.

Um sujeito talentoso chamado Chris MacGibbon pegou numa série de filmes de terror da geração DVD/Bluray e deu-lhes o tratamento VHS. O resultado foi um conjunto de capas de cassetes VHS que ficariam a matar em qualquer estante de clube vídeo que se preze.

Podem ver a coleção completa aqui.

Como saber se uma notícia é falsa para totós

Este blogue não tem qualquer ambição jornalística. Não estou à frente de nenhuma redação nem lidero qualquer espécie de equipa de investigação. Sou apenas um gajo atrás de um computador e espero que assim continue por muitos e bons anos.

Durante estes quase 11 anos a dar notícias sobre o mundo da sétima arte da forma o mais informal possível, cruzei-me com vários rumores descabidos que o meu senso comum prontamente descartou. Nunca pensei que esse senso comum fosse uma habilidade que precisasse de ser ensinada (e quem sou eu para ensinar seja o que for?), mas parece que me enganei.

Por isso, e para evitar que os orgãos de comunicação social continuem a fazer figura de urso, resolvi criar um pequeno guia para ajudar os jornalístas mais distraídos a distinguir uma notícia verdadeira de um perfeito disparate em apenas 3 passos.

1. Confirmar a credibilidade da fonte

Vamos começar com um exemplo fictício: imaginemos que alguém partilha no Facebook uma notícia sobre uma hipotética participação de um ator português numa série norte-americana. O primeiro passo é tentar descobrir qual foi o primeiro site a publicar essa notícia e tentar perceber que site é esse.  Existem alguns indícios subtis que podem indicar que estamos perante uma notícia falsa. À primeira vista o olhar experiente de um jornalista pode não reparar que o referido site não tem mais nenhuma notícia publicada e que o URL é bastante suspeito. Não vos quero obrigar a reparar nesses pormenores, mas podem ser uma pista importante.

2. Cruzar informação ao estilo do Google News

Pronto, o site é suspeito mas a informação até pode ser verdadeira, não é? Sim, é possível. Não vos vou pedir que levantem o rabo da cadeira (não sou cruel a esse ponto) por isso vamos lá voltar à internet. Existe uma ferramenta muito fofa chamada Google News que faz um levantamento de notícias. Com uma simples pesquisa é possível saber se há mais sites a falar de um determinado assunto. Se todos mencionarem a mesma fonte suspeita, há fortes probabilidades de a notícia não ser verdadeira.

3. Dar uma vista de olhos aos comentários nas redes sociais

Se mesmo assim acham que a notícia pode ser verdadeira, então está na altura de repensarem a vossa vocação. Podem ainda ler os comentários do Facebook da publicação original (onde é provável que alguém já tenha dito que aquilo é falso), mas é pouco provável que isso vos impeça de fazer figura de urso.

Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

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