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Pride & Prejudice





"I love you... most ardently..."


Preconceito é muitas vezes a palavra mais indicada para descrever a atitude do público masculino... Quando durante o Domingo me perguntaram : "Então que filme foste ver ontem?" e eu respondi " Orgulho e Preconceito", responderam-me logo: "Ah... foste com uma rapariga..."

Mas afinal, qual é o problema? Será que os homens não podem ir ver um filme destes sozinhos, só pelo prazer do bom cinema? Será que os homens não sentem o amor, nem pensam os sentimentos? Sim, fui ver o "Orgulho e Preconceito", e orgulho-me disso. Orgulho-me disso porque descobri uma das mais belas histórias de amor da literatura inglesa, que confesso que desconhecia... por preconceito talvez.

É difícil acreditar que este é o primeiro filme realizado por Joe Wright para cinema... Tudo na sua realização saiu perfeito, conseguindo tirar todo o partido do mais belo que o Reino Unido tem para oferecer ao nível de paisagens, e oferecendo-nos algumas das mais interessantes e originais cenas vistas num filme de época (as cenas do baile são um exemplo a ter em conta).

Mas claro que nada disto seria útil se o resto falhasse, e como resto estou a referir-me tanto ao guião, do qual foi encarregue Deborah Moggach, e com o qual se saiu surpreendentemente bem, dando um ritmo viciante e atrevido a uma história que podia facilmente descambar para o fácil e aborrecido ritmo de obra literária academicamente adaptada, como aos actores.

Ultimamente tem surgido algumas críticas a Keira Knightley, que sendo injustas ou não, pelo menos neste filme não fazem qualquer sentido. A sua personagem é entranhável... uma rapariga liberal de mais para a época mas que na realidade só procura o mesmo que todas as outras... ser feliz.. e que tal como grande parte das pessoas, o consegue quando menos esperava e com quem menos esperava.

E se a Knightley nada tenho a apontar, o mesmo se passa com os seus secundários... a velha brigada da BBC, que consegue aqui, como se ainda fosse preciso, demonstrar que ainda está aí para as curvas... um destaque especial para Donald Sutherland, como a pai que todos gostariamos de ter.

Uma agradável surpresa a ter em conta... e que claro, só poderá ser inteiramente apreciada pelo público masculino se se puser o preconceito de lado... é só por 2 horitas... passa depressa. Façam-no e vão ver que não se arrependem. Vou-me sentir orgulhoso de vocês!

Ah... e sim... fui com uma rapariga...

(8/10)

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