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Munich



"All of this blood comes back to us"

Em primeiro lugar tenho que dar os parabéns a Steven Spielberg por ter tido a coragem de abordar um tema destes, principalmente sendo ele reconhecidamente judeu. Estes são temas em que a maioria dos realizadores conservadores (como tem sido muitas vezes acusado o próprio Spielberg de ser) não ousam tocar, nem com uma vara de 10 metros.

Há simplesmente muito em jogo... não se trata de uma guerra do bem contra o mal... aqui não há bons nem maus. Há apenas seres humanos... seres humanos que por muito que tentem, não conseguem deixar de o ser. Não conseguem... Ser humano é sentir, sentir o vento, sentir a música, sentir o prazer de abraçar quem mais gostamos. Sim, porque estes seres humanos, os peões neste jogo de xadrez governamental, tem os mesmos medos, desilusões, esquecimentos, ansiedades e depressões que tu. Sim, tu, que estás aqui a ler este texto. No fundo, na sua essência, judeus, palestinos, bascos, católicos, protestantes... são iguais... Cada um com toda uma história de vida igual e diferente à de tantos outros cidadãos do nosso mundo.

Este não é um filme que pretende tomar partido numa guerra... não é propaganda nem chauvinismo. É simplesmente uma reflexão sobre o ser humano, a sua existência e a sua legitimidade em iniciar qualquer conflito com estas proporções e consequências... sim porque a personagem de Bana não só tenta matar uma Hidra mítica... Bana também se vai matando a si próprio. Porque pouco a pouco, vai descobrindo que ele não é o Hércules, e que a Hidra não é dotada da crueldade mítica que lhe quiseram impor à partida. A Hidra não é nada mais que o seu reflexo... o seu reflexo num espelho teimosamente escondido por ideais opostos.

Isto é "Munich", toda uma obra com uma grande componente de reflexão existencial, magistralmente dirigida por um Spielberg que não tem medo de falar ao mundo, e interpretada com uma surpreendente emotividade por um conjunto de actores simplesmente brilhantes.

(9/10)

Pride & Prejudice



"I love you... most ardently..."

Preconceito é muitas vezes a palavra mais indicada para descrever a atitude do público masculino... Quando durante o Domingo me perguntaram : "Então que filme foste ver ontem?" e eu respondi " Orgulho e Preconceito", responderam-me logo: "Ah... foste com uma rapariga..."
Mas afinal, qual é o problema? Será que os homens não podem ir ver um filme destes sozinhos, só pelo prazer do bom cinema? Será que os homens não sentem o amor, nem pensam os sentimentos? Sim, fui ver o "Orgulho e Preconceito", e orgulho-me disso. Orgulho-me disso porque descobri uma das mais belas histórias de amor da literatura inglesa, que confesso que desconhecia... por preconceito talvez.

É difícil acreditar que este é o primeiro filme realizado por Joe Wright para cinema... Tudo na sua realização saiu perfeito, conseguindo tirar todo o partido do mais belo que o Reino Unido tem para oferecer ao nível de paisagens, e oferecendo-nos algumas das mais interessantes e originais cenas vistas num filme de época (as cenas do baile são um exemplo a ter em conta).

Mas claro que nada disto seria útil se o resto falhasse, e como resto estou a referir-me tanto ao guião, do qual foi encarregue Deborah Moggach, e com o qual se saiu surpreendentemente bem, dando um ritmo viciante e atrevido a uma história que podia facilmente descambar para o fácil e aborrecido ritmo de obra literária academicamente adaptada, como aos actores.

Ultimamente tem surgido algumas críticas a Keira Knightley, que sendo injustas ou não, pelo menos neste filme não fazem qualquer sentido. A sua personagem é entranhável... uma rapariga liberal de mais para a época mas que na realidade só procura o mesmo que todas as outras... ser feliz.. e que tal como grande parte das pessoas, o consegue quando menos esperava e com quem menos esperava.

E se a Knightley nada tenho a apontar, o mesmo se passa com os seus secundários... a velha brigada da BBC, que consegue aqui, como se ainda fosse preciso, demonstrar que ainda está aí para as curvas... um destaque especial para Donald Sutherland, como a pai que todos gostariamos de ter.

Uma agradável surpresa a ter em conta... e que claro, só poderá ser inteiramente apreciada pelo público masculino se se puser o preconceito de lado... é só por 2 horitas... passa depressa. Façam-no e vão ver que não se arrependem. Vou-me sentir orgulhoso de vocês!

Ah... e sim... fui com uma rapariga...

(8/10)

"Super Sunday Movies"

Ontem foi o dia da famosíssima "SuperBowl", o que para os europeus que se estão nas tintas para o futebol americano mas que gostam de cinema, significa: dia de spots publicitários de filmes!!

Por isso, sem perder mais tempo, aqui ficam os spots divulgados durante a "SuperBowl" deste ano:

MISSION: IMPOSSIBLE III - (aqui)

PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MAN'S CHEST - (aqui)

CARS - (aqui)

V FOR VENDETTA - (aqui)

POSEIDON - (aqui)

THE SHAGGY DOG - (aqui)

THE WORLD'S FASTEST INDIAN - (aqui)

16 BLOCKS - (aqui)

RUNNING SCARED - (aqui)

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