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CINEBLOG

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CINEPODCAST - teaser



Já era uma ideia que me andava a matutar no carola há uns tempos, embora estivesse adormecida, e recentemente o grande Phil (que tem experiência nestas coisas) veio acordá-la.

Como já falta pouco para que este blog comemore as suas três Primaveras de existência, e como gostaria de fazer algo novo para assinalar a data, é agora ou nunca:

(antes de ouvirem, vejam primeiro este trailer... se não não fará grande sentido)

Em breve:


powered by ODEO


(ontem de tarde resolvi pôr-me a brincar com o microfone - salve seja - e ... olhem, saiu-me isto... agora é só afinar as coisas e arranjar um pouco de tempo... foi a primeira vez que mexi nestas coisas... não sejam muito cruéis.)

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Versão em mp3 (00:48 min, 765 Kb)

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Comentário Audio:



(para quem quiser enviar um comentário áudio - já que estamos numa do áudio - cliquem em cima e gravem a vossa mensagem)

"Children of Men"



"Your baby is the miracle the whole world has been waiting for."


Não é muito habitual, mas de vez quando surgem filmes assim. Poderosos, marcantes e que nos fazem pensar se de facto o caminho que estamos a tomar não é aquele que nos levará direitos ao abismo.

"Children of Men" passa-se no futuro. Mas não o típico futuro com carros voadores e robôs assassinos. Aquele não é um sítio muito diferente do nosso. Aliás, se tirarmos alguns avanços tecnológicos, aquele sítio funciona basicamente como o nosso. É a nossa civilização incivilizada levada ao extremo, com guerrilhas, atentados bombistas, extremistas ideológicos... algo que nos faz realmente temer o pior (reparem na cena em que os militares ingleses torturam os imigrantes, e vejam lá se não vos lembra nada). É a nossa sociedade quando descobre que já não há nada a perder, e nada que nos obrigue a manter civilizados. É um futuro com ecos do nosso presente.

Todos sabemos, mais ou menos do que trata : A humanidade está infértil. Mais cedo ou mais tarde tudo vai acabar, por isso não há nada que matenha a sociedade unida. Não existe futuro, o presente não tem significado e todo o mundo, excepto Inglaterra, foi desvastado por guerras e motíns urbanos. Mas eis que algures nasce uma criança, e Clive Owen, no melhor papel da sua carreira, vê-se envolvido numa intriga que - ou não estivéssemos a falar de humanos - vai muito para além do que seria aconselhável.

Owen não é bonito e tem traços rudes, mas tem algo que o torna o homem perfeito para o papel : o carisma do homem comum. Não um super-homem, e nem sequer um James Bond. Ele é o homem comum. Aquele que se vê envolvido em algo, e sem grandes meios, mas com uma extrema presença e emotividade, tem que levar a cabo algum objectivo. Um dos grandes actores da actualidade e futuramente de sempre.

E se do protagonista não há nada a apontar, aqueles que o rodeiam não lhe ficam atrás, destacando-se Michael Caine, esse já um dos melhores actores de sempre que continua a demostrar que não tem muitos rivais à altura e que poucos se divertem tanto como ele a fazer um filme, e Claire-Hope Ashitey, mais uma grande promessa do cinema britânico, irreprensível como a confusa e assustada futura mãe.

Mas o ponto alto do filme (como é difícil seleccionar um!) está quando falamos no seu realizador. Alfonso Cuarón é grande e esta é a prova definitiva. O seu estilo cru e documental, recheado de pormenores, é ideal para retratar a dureza e o terror deste futuro. Não devo ter visto muitos filmes com takes tão longos e intensos como este. (Lembram-se do desembarque na Normandia do "Save Private Ryan"? Estejam atentos lá para o fim do filme...). Se para muitos, Cuarón ainda é uma promessa, para mim ele já adquiriu há muito o estatuto de certeza.

Um dos grandes filmes do ano (se não mesmo, O filme do ano)... mas entrem na sala de cinema com uma certeza: não irá ser uma experiência fácil.

(9/10)

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