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CINEBLOG

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O fim da Sic Comédia... e a petição.

Como devem saber, no final do ano a Sic Comédia vai sair da grelha de canais da TV Cabo. Ou seja... lá se vai o Seinfeld, o Leno, o Conan...

Não há muito a fazer... o pessoal decidiu e duvido que voltem atrás, mas mesmo assim, para os interessados, se clicarem aqui podem assinar a petição online contra o fim do canal.

Como o Natal se está a aproximar, pode ser que aconteça algum milagre...

"Casino Royale"



"The bitch is dead."

Em primeiro lugar, não pensem que me vou desfazer em elogios ao Daniel Craig. Ele é um excelente actor (nunca disse que não era) e não há dúvida que foi o homem perfeito para transformar o James Bond no assassíno sem escrúpulos e assustador em que o queriam tornar. Agora... Continuo a preferir o carisma de Pierce Brosnan... mas isso, são gostos.

James Bond voltou ao zero. Se pensarem neste filme como um "Bond Begins" não se irão enganar muito. Esqueçam os filmes anteriores. Este Bond é um inexperiente e recém promovido agente secreto. Ele tropeça, ele cai, ele deixa-se enganar pelos vilões, ele é torturado de um forma peculiar (vejam!), ele passa o filme todo coberto de sangue, ou seja, como já devem ter percebido, está longe de ser o Super-Homem de antigamente.

Até no próprio vilão esta diferença é notória. Le Chiffre (magistrosamente interpretado por Mads Mikkelsen), apesar do seu aspecto a fazer lembrar os grandes rivais de outrora, é um homem frágil. Para além de chorar lágrimas de sangue (por culpa de uma doença esquisita que tem), o homem ainda é asmático!

Adeus aos planos de dominação mundial e aos gadgets de outro mundo (aqui o carro de Bond, a única coisa que faz é andar!). O 007 já não tem medo de sujar as mãos e o smoking. O moço é verdadeiramente sádico e violento... os "mauzões" que o digam.

Paul Haggis (esse senhor dos Óscares) criou aqui um guião bem arquitectado e espectacular, mas com os pés na terra (ou pelo menos longe daquelas ondas de 30 metros, que Brosnan surfava), em que a caracterização psicológica de Bond bem como as suas motivações, são o mais importante, afastando assim aquele estereótipo de "Locais exóticos, carros e miúdas" que se tinham tornado na única razão da existência dos filmes de Bond. Com um guião destes, Martin Campbell, que já provou ser um dos especialistas deste género, não poderia falhar.. e não o fez. Todas as coreografias e cenas de acção são, sem sombra de dúvida, do melhor que se faz por aí.

Um dos aspectos mais interessantes está na relação de Bond com Vesper Lynd (Eva Green... hmmm..). Como vos tenho dito, o 007 tornou-se humano... e é homem. Ora... qual é a perdição de qualquer homem minimamente humano? Exacto... e James Bond (uma azarado nos amores... afinal de contas, é só lembrar o que aconteceu no final do filme do Lazenby) vai pela primeira vez sentir isso na pele. E de que maneira.

Este é um excelente filme, e mesmo preferindo o estilo de Brosnan, não posso deixar de tirar o chapéu ao trabalho realizado, bem como à forma como foram inseridas várias homenagens à saga ao longo do filme (aquela cena final... ainda agora estou arrepiado).

Só tenho pena que em alguns momentos, e apesar das homenagens, pareça que os criadores de "Casino Royale" se envergonham dos filmes anteriores. Se no Batman isso tinha os seus fundamentos lógicos, aqui não. E é injusto para uma saga que tem 40 anos de história, e outros tantos anos de sucessos...

P.S. O genérico é porreiro... mas a canção é mázita.

(8/10)

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