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"Catch and Release" com trailer, poster e data de estreia!

"Catch and Release" para além de ser o filme que marca o início da carreira de Susannah Grant como realizadora (até agora o ponto alto da sua carreira foi o guião de "Erin Brockovich"), tem ainda o mérito de reunir um dos sorrisos mais fofos do cinema (Jennifer Garner, pois claro!), e um dos bacanos mais bacanos dos últimos anos (Kevin Smith).

Aqui fica o recém estreado trailer, o recém divulgado poster, e a bela da data de estreia em território nacional: 17/05/07.

"Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan"



"Jak sie masz? My name-a Borat. I like you. I like sex. Is nice!"


Ame-se ou odei-se, uma coisa é certa: "Borat" foi um dos maiores sucessos do ano, tanto por parte da crítica, como por parte do público, e isso, já é um grande feito.

Agora... será esse sucesso justificado?

Se analisarmos o filme como comédia, uma coisa é certa, ele funciona. É divertido, e ninguém consegue ficar sério por muito tempo, conseguindo arrancar uma gargalhada ao mais carrancudo dos espectadores. Isto claro, nem que seja à força.

O formato de documentário falso sobre o qual foi concebido, consegue criar situações espontâneas, divertidas, e acima de tudo reais - saber que personagens como o cowboy fascista ou os três estudantes da caravana não saíram da mente retorcida de nenhum argumentista de Hollywood, e que são, pelo contrário, indivíduos que poderíamos encontrar se nos deslocássemos aos states, causa logo outro impacto no espectador - começando logo pela sensação de imprevisibilidade.

Claro que nem todos acham graça à ridicularização das outras pessoas, nem ao grotesco de algumas cenas, mas as comédias já sabemos que são o mais subjectivo dos géneros cinematográficos. Eu não as condeno, porque admito que por vezes caio no "pecado"... mas que não é o mais cómodo dos humores, isso não é.

Agora o que me causa serias dúvidas é umas das bandeiras utilizadas na promoção do filme: a da crítica inteligente e politicamente incorrecta à sociedade americana. Ora, se há momentos onde essa crítica até se percebe (também... levamos com ela à bruta), há outros momentos (que ocupam a maior parte do filme) onde questiono seriamente o bom gosto de Sacha Baron Cohen e onde me parece que o único que faz é criticar e massacrar tudo o que encontra pelo caminho, sejam judeus, gays, americanos, feministas ou simples cidadãos de Nova Iorque, não aprofundando verdadeiramente nenhum destes temas nem propondo soluções. Sim, até nos podemos rir, mas daí a chamar isso crítica social inteligente vão alguns passos...

Podem chamar-me ignorante e dizer que não tenho sensibilidade para perceber essas coisas, mas como crítica social, este filme falha redondamente, utilizando a sociedade apenas como forma de conseguir o riso fácil (até porque esse anti-americanismo generalizado que anda por aí, provoca-me o mais rotundo dos nojos)

Não é a melhor comédia dos últimos anos, nem sequer a melhor comédia do ano. É apenas uma comédia que tem o mérito de nos fazer rir durante quase a totalidade da sua duração. Mas... há risos e risos. Este é um riso de embaraço e não adianta tentar disfarçá-lo sob a pele de uma crítica social que praticamente não existe.

(6/10) * * *

"Saw III"



"Suffering, You Havent Seen Anything Yet"


"Saw" (o original) foi um dos poucos filmes desta nova geração de terror (ou também chamada geração de vómito) que me conseguiu dizer alguma coisa, e é com saudade que recordo a primeira vez que o vi. Era um jovem inocente, cheio de sonhos e esperanças, e a Lions Gate era uma produtora quase desconhecida a tentar sair do anonimato. Ainda me lembro das comparações com o "S7ven" por parte de alguma crítica especializada...

Dois anos depois, e já com duas sequelas, "Saw" transformou-se definitivamente num filme de culto com um estilo muito próprio, com um vilão que entrou pela porta grande para a história do cinema (Tobin Bell continua em grande), e que catapultou a Lions Gate para as luzes da ribalta. Mas... o que mudou em dois anos?

Sinceramente, no que toca ao essencial, muito pouco. Apesar do orçamento deste último filme ser consideravelmente maior que o do primeiro (de pouco mais de 1 milhão de dólares, passou para 10!), o filme mantém a sua essência muito própria, entrando para o leque das sagas cinematográficas reconhecíveis com um único fotograma, canalizando o orçamento para investimentos essencialmente a nível técnico.

A evolução dos personagens é nula, e a sua personalidade é tão complexa como um pente. Mas sejamos honestos, isso também acontecia no primeiro "Saw". Quem vai ver este filme já sabe com o que pode contar a esse nível, e não é por isso que vai deixar de ir ao cinema. Ficaríamos desiludidos era se o sangue estagnasse, e os personagens começassem a recitar Shakespeare.

Felizmente não é isso que acontece. A quantidade de sangue aumentou e muito, e o grau de nojo também (o grau de nojo é medido pelo número de pessoas que se ouvem na sala a mastigar as belas das pipocas - é inversamente proporcional). A originalidade (e crueldade) das armadilhas continua a aumentar - nunca arrancar uma caixa torácica pareceu tão poético. Temos o clássico twist final (se bem que, nem de perto nem de longe está ao nível do primeiro), e a continuidade narrativa é suficientemente coerente. Ou seja, tudo o que queríamos está lá!

Todos sabemos que a saga não vai acabar por aqui (a sequela já tem data de estreia), mas é um bom final de trilogia, recheada de homenagens ao filmes anteriores, que de certo agradará a todos os que ano após ano, continuam a encaminhar-se para as salas de cinema em busca de algo capaz de lhe aumentar o grau de adrenalina no corpo.

E como tal... leva a nota do costume. E para o ano cá estarei eu a falar do "Saw IV".

(7/10) * * *

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