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Encantar, encanta, mas não exageremos




Vou vos confessar uma coisa: nas últimas semanas tenho me sentido invulgarmente inquieto por causa por causa de "Enchanted". É que, por mais que tente, simplesmente não consigo compreender o estatuto de obra prima a que alguns o elevaram.

Vamos lá ver... é um filme fofo, inocente, e de vez em quando tem alguns momentos que roçam a genialidade - embora nunca a atinjam totalmente. Mas daí a um 94% no Rotten Tomatoes vai um grande salto.

O filme, de um modo geral, é bastante limitado, e a auto-paródia a que a Disney se submete, embora interessante, está longe da genialidade e irreverência da saga Shrek (entendam-se os dois primeiros filmes). Aliás, por vezes sinto que a casa do rato Mickey usou o pretexto de paródia, como um forma de reproduzir clichés de forma um pouco indiscriminada: veja-se por exemplo o caso da paródia à faceta musical dos clássicos Disney, completamente gasta e repetida vezes sem conta.

De destacar, ainda assim, é a prestação de Amy Adams, na pele da inocente princesa Giselle, que nos consegue transmitir uma ignorância do personagem em relação ao nosso mundo,sem nunca parecer forçada ou imbecil, assim como esse belo esquilo de nome Pip, protagonista das melhores cenas de comédia da obra.

Vejo este "Enchanted" como um bom filme para toda a família que recomendo para quem quiser passar uma boa tarde familiar no cinema, mas... falta-lhe algo.

Falta-lhe sentimento. Falta-lhe a magia que fizeram os clássicos Disney intemporais.

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