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CINEBLOG

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O que farias se a tua vida estivesse a acabar?


"Olha lá, tu não eras o amigo gay do Will?"


Longe das obras máximas de Rob Reiner ("Misery", "A Few Good Men", e porque não "When Harry met Sally"), este "Bucket List" não deixa por isso de ser um filme fofo. É um daqueles filmes que nos pretende encher o coração de sentimentos de esperança e alegria. Um hino à vida.

A história é simples. Dois doentes terminais - um milionário e um mecânico - encontram-se num hospital e resolvem fazer aquilo que sempre quiseram fazer . Sabem, aquilo que todos queremos fazer: um safari, ver as pirâmides, comer caviar em França. Enquanto o fazem vão debatendo as grandes questões da humanidade e fazendo uns últimos arranjos nas respectivas vidas. Tudo muito tocante e cheio de felicidade e esperança (agora, como é que um mecânico e um milionário partilham o mesmo hospital, isso não sei. É a magia do cinema talvez).

Mas a verdade é que o grande ponto fraco do filme está na forma como executam essa premissa. Num filme que é suposto assentar no relacionamento entre os seus dois protagonistas, nunca chegamos realmente a acreditar que aqueles dois se importem realmente um com o outro. É tudo muito superficial. Os diálogos explicam-se demasiado e não deixam espaço para nenhuma espécie de profundidade dramática.

Os actores, claro está, são, a par com o seu realizador, lendas vivas nesta bela arte de fazer filmes, e como tal tem o savoir faire suficiente para nunca deixarem o barco afundar. Aliás, todos sabiam disso à partida e algo me diz que aquela narração (um pouco inconsequente) foi ali metida para aproveitar os dotes vocais de Morgan Freeman.

Mesmo tendo os seus defeitos, não posso deixar de dar um descontozinho ao Rob Reiner porque conseguiu fazer com que eu saísse da sala com um belo sorriso nos lábios e disposto a ajudar o próximo e a viver a vida ao máximo.

Durou pouco. Cheguei ao carro e tinha lá uma multa...

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