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Horton: O elefante blockbuster



"Já te disse para não gozares com a minha cor!!"


Cansado de ir ao IMDB e de ver o "Horton Hears a Who" sempre nos primeiros lugares do TOP, resolvi finalmente ir ver o que se passava. É certo que são poucas as vezes em Hollywood em que o fumo está realmente associado ao fogo, mas mesmo assim resolvi arriscar.

Antes de o ir ver ao cinema, não sabia absolutamente nada deste filme. Para verem como eu estava, imaginem que já depois de o ver (e eu vi a versão dobrada) é que soube que os dois protagonistas na versão original tinham as vozes de Jim Carrey e Steve Carrell.

E não é que eu não estivesse desconfiado. O raio do elefante era um bicho irrequieto em claro overacting. Não era particularmente irritante, mas achava estranho. Principalmente tendo em conta que as últimas adaptações de obras do Dr. Seuss ao cinema padeciam dessa maleita. Já estava a pensar que a culpa era do Dr. Seuss... nunca se sabe. Não se pode dizer que esteja muito familiarizado com a obra deste autor infantil norte-americano.

Mas não. Afinal era mesmo culpa do Jim Carrey. Esse rapaz ainda não percebeu que aquilo não o vai levar a lado nenhum e continua com os seus tiques de Ace Ventura mesmo em desenhos animados. O resultado é que ele é o elo mais fraco deste filme. Completamente desenquadrado dos restantes personagens.

Até compreendo que a coisa resulte melhor junto do público infantil para o qual o filme é destinado, mas numa era PIXAR exige-se um pouco mais dos personagens animados. As macadas do Jim Carrey retiraram personalidade e profundidade ao Horton, o que faz com que, de todos os personagens, seja aquele com o qual nos interessamos menos.

De resto, se nos esquecermos de Carrey, a verdade é que todo o conceito do filme funciona bastante bem. O universo dos personagens é refrescantemente novo, e aqueles cenários e design dos personagens, claramente projectados durante uma trip de LSD, acrescentam uma dimensão surreal que é ao mesmo tempo universal.

Confesso que demorou um pouco a arrancar, mas quando o faz consegue ser freak e ternurento ao mesmo tempo, com um desfecho bastante emotivo.

Não sei o que o Dr. Seuss acharia, mas a mim pelo menos agradou-me bastante. Que venha o Wall-E.

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