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O herói que gosta da pinga


- Sr. Hancock, porque é que tresanda a vinho?
- Ohhh... Cala-te que o Benfica perdeu outra vez...
 
 

Numa altura em que as salas de cinema são inundadas por super-heróis famosos que garantem desde logo um número considerável de fãs na audiência, é um pouco arriscado apresentar ao mundo um super-herói totalmente original e com uma mitologia prestes a ser explorada. Arriscado claro, mas só para quem não tem um Will Smith associado ao projecto.

Aqui Big Will (esse Midas que tantos milhões dá a Hollywood) é Hancock, um super-herói alcoólico, desleixado e amnésico, com métodos alternativos de salvamento que primam pela excesso de destruição. Escusado será dizer que tais métodos não o tornam no cidadão mais acarinhado pela população de Los Angeles.

Este é o conceito por detrás do novo filme de Peter Berg. Um conceito interessante e capaz de arrancar uma ou outra gargalhada mas que se arrisca, caso não receba o tratamento adequado, a cair no banal e no repetitivo. Sim, tem piada ver um super-herói desastrado. Mas ao segundo desastre deixa de ter tanta piada.

Mas felizmente que, no preciso momento em que o filme está a cair nessa rotina, alguém tem a lucidez de espírito de introduzir uma reviravolta que torna tudo bem mais interessante. Começamos a conhecer um pouco mais do passado de Hancock e de toda a mitologia (repito mais uma vez que é totalmente original) que explica as suas origens e motivações. Hancock deixa se ser o anti-herói para se tornar num Herói com «H» grande, cujas motivações podem ser comparadas com as do próprio Jesus Cristo (também ele de certa maneira se sacrifica emocionalmente para nos salvar).
 

Texto publicado na íntegra aqui.

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