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O Clube da Matriz

 

"Sim! Finalmente sou um herói de acção! Adeus romances lamechas! Adeus vida triste e deprimida! Finalmente vou impressionar as raparigas giras"!

 

Em 1999 os até então pouco conhecidos irmãos Wachowski lançariam o blockbuster revolucionário "Matrix", filme que nos introduziria a lenda de Neo, o salvador de uma humanidade reprimida pelas máquinas. Por outro lado, no mesmo ano, o emergente David Fincher lançaria "Clube de Combate", que ao contrário do filme dos manos Wachowski, foi um fracasso de bilheteira, mas que anos mais tarde viria a ser aclamado como um filme de culto indiscutível e um manifesto anti-capitalismo (ou anti-extremismo - a interpretação é à vontade do freguês)

Pois pode parecer que um nada tem a ver com o outro, mas a verdade é que sem estes filmes "Procurado" nunca existiria. O realizador Timur Bekmambetov, que aqui se estreia na realização em língua inglesa, foi buscar ao clássico de Fincher, para além de uma realização pós-moderna, baseada numa narração na primeira pessoa muito peculiar, a angústia existêncial de um protagonista deprimido com o que a vida lhe dá e que de um momento para o outro vê a sua existência ganhar outro significado.

Quem viu "Clube de Combate" vai imediatamente reconhecer a narração sarcástica, as cenas que têm lugar no escritório e até uma pequena referência à IKEA. Atenção, não que isso seja mau. Se há obra que deve servir de referência é "Clube de Combate". E admito que, apesar de partir claramente do filme de Fincher, Bekmambetov introduz as suas próprias ideias e executa-as com bastante classe.

 
Texto publicado na íntegra aqui.

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