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CINEBLOG

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É esplendoroso, é imenso, é... insuficiente.

 

"Eu sabia que hoje não era um bom dia para vir às compras"
 

 


Imaginem-se no dia 24 de Dezembro às 23H59. À vossa frente, debaixo do pinheiro de Natal, amontoam-se umas belas e apetecíveis caixas embrulhadas em papel reluzente e adornadas com uns laços pomposamente penteados. Ao lado encontra-se uma modesta caixa de pequenas dimensões com um embrulho perfeitamente banal. Obviamente que se vão sentir atraídos pelos embrulhos mais espalhafatosos. É natural. É humano.

Agora imaginem que nessas caixas tão grandiosas estão escondidos uns pares de meias horrendas. Há um minuto de glória em que aquelas meias poderiam ter sido um telemóvel de última geração e em que se imaginam a tirar fotografias com a nova câmara fotográfica de não-sei-quantos megapíxeis. Mas a verdade é que no minuto seguinte o embrulho vai ser rasgado e imediatamente esquecido e o que conta a partir daquele instante é o padrão horrível das meias.

Baz Luhrmann tem um jeito do caraças para fazer embrulhos. Isso é inegável. À primeira vista, em Australia tudo brilha mais do que o habitual. A fotografia, o guarda roupa, o elenco, tudo parece invocar uma epicidade de outros tempos. O realizador australiano quis transportar para a sua terra Natal a magia do cinema de outros tempos e não se poupou a esforços. Não é à toa que uma das músicas do Wizard of Oz é o leit motiv do filme, nem é a toa que a magia é uma entidade omnipresente ao longo da obra (chegando mesmo a resolver uma ou outra situação mais aguda).

Texto publicado na íntegra aqui.

 

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