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A cidade grita... e tem boas razões para isso.

 
"Sim, eu tenho uma gravata vermelha
e sei como usá-la"



Foi trucidado pela critica, arrasado pelos fãs de Eisner, escapou-se por uma unha negra aos Razzies (mais uma prova que aquilo não são prémios nem são nada), e se o Frank Miller (o ilustre autor de comic books e realizador deste filme) tivesse Twitter de certeza que teria perdido uma boa centena de followers. Mas será "The Spirit" assim tão mau?.

Eu gostaria de dizer que não. Gostaria de dizer que é uma das obras mais injustiçadas no que vai de século. Dava tudo por gostar deste filme, a sério que dava (aqui o dava tudo é apenas uma figura de retórica, não se ponham com ideias). Mas a verdade é que ... não tem ponta por onde se lhe pegue.

A minha primeira reacção ao ver o visual hiper-estilizado foi: "bem... deve ser uma espécie de "Sin City 2". Nada de muito original mas deve ter alguma qualidade, afinal de contas tem o dedo do mestre Miller.". Não podia estar mais enganado. "Sin City está para "The Spirit" como o "The Dark Knight" está para um qualquer episódio do Batman do Adam West.

Não, pior. O Batman do Adam West ainda tinha alguma piada e mantinha uma certa coerência. O guião de "The Spirit" oscila entre o neo-expressionismo noir levado ao extremo e a paródia simplória e grotesca. Tão depressa estamos a ouvir um monólogo pretensiosamente profundo sobre a sentido da vida, como a ver um Samuel L. Jackson vestido de Nazi a derreter um gato. Porquê? Talvez pela mesma razão que levou o personagem da Eva Mendes a fotocopiar o rabo e o The Spirit a achar que era uma prova policial perfeitamente válida.

No meio de tudo isto só tenho pena do Gabriel Macht. O moço mostrou qualidades e foi de longe o melhor de todo o filme. A Scarlett e a Eva só tiveram que aparecer - tarefa que, sejamos sinceros, não exige grandes índices de massa cinzenta. Em relação ao Samuel L. Jackson, esse está noutro campeonato. Pouco lhe importa se os filmes são maus ou bons. Ele vai ser sempre o maior.

Esperemos que isso também seja aplicável ao Frank Miller.

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