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Snake Plissken... com mamas



Em 2008 a Escócia é assolada por um vírus mortalmente eficaz. Para impedir que a vaga de infectados se alastre é construído um muro em redor do país de Sean Connery, deixando os locais entregues à sua sorte. Anos depois surge uma nova variante do vírus, desta feita em Londres e o facto de ainda existirem sobreviventes na Escócia leva a crer que foi encontrada uma cura. No entanto ela encontra-se dentro do território murado. A solução passa por enviar uma equipa de intervenção até ao outro lado do muro, liderada por esse despertador hormonal chamado Rhona Mitra.

Não precisamos de ler mais do que esta breve sinopse para algo nos começar a soar familiar. Somos imediatamente transportados para o univero cyber punk pós-apocalíptico (a ordem dos factores não altera o produto final) de filmes como Escape from L.A. ou Mad Max, que fizeram as delícias de quem teve a sorte de crescer nos loucos anos 80. Homenagem? Sem dúvida. E o realizador Neil Marshall é o primeiro a admitir.

Não há nada de mal numa boa homenagem. Aliás, é surpreendentemene honesto por parte de qualquer criador assumir as influências de forma tão flagrante (o que não faltam no mercado são cópias descaradas encapotadas de produtos originais). Ao assumir a homenagem (admitindo, no entanto, que existe um ponte diminuta a separar o reino da homenagem do império do plágio) um autor está a assumir publicamente uma paixão que o inspirou tanto artistica como culturalmente. O que eram afinal os projectos Kill Bill e Grindhouse senão uma gigantesca homenagem a um determinado género cinematográfico?

 

Texto publicado na íntegra aqui.

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