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Parnassus: A melhor fantasia não precisa de óculos de plástico


Terry Gilliam nunca foi um bom escritor. Narrativas e plots secundários coerentes não são o seu ponto forte - basta ver o execrável e incompreensível Tideland para se perceber isso. A mais valia de Gilliam sempre foi a sua imaginação prodigiosa que se revela numa capacidade extraordinária de criar padrões artísticos abstractos. Aquilo que o Monty Python americano faz neste filme (com a ajuda do CGI, é verdade) é o mais próximo que podemos estar de ver um quadro de Dali numa sala de cinema.

O problema é que, para funcionar bem, a linguagem cinematográfica tem que ser optimizada por uma narrativa bem estruturada. Nos sonhos não é assim - e é evidente que Gilliam se guia por leis oníricas - mas no cinema existem regras que tem que ser cumpridas. Isso foi o que falhou em Tideland, mas felizmente, o realizador parece ter percebido a mensagem.

Estruturalmente, The Imaginarium of Doctor Parnassus (no título em português nem é bom pensar) é do mais clássico que pode haver. A ideia base, com maior ou menor dificuldade, está bem definida (uma apologia do poder da imaginação e do storytelling) e os personagens foram solidamente construídos e confrontados num conflito satisfatório. Depois de garantir estes factores foi só deixar a imaginação do realizador actuar.

Gilliam não perdoa: os cenários são fantásticos e a sobreposição dos dois universos (o real e o onírico) é trabalhada de forma exemplar (a caravana onde se desloca o Dr. Parnassus e a sua trupe é deliciosamente anacrónica). Se juntarmos a isso umas interpretações de luxo, com especial destaque para esse frigorífico chamado Tom Waits, temos um produto final que acaba por ser uma pequena caixa de maravilhas. (...)

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