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Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2 (2011), de David Yates

Não é novidade para ninguém: nunca fui o maior admirador dos filmes do Harry Potter. Ao longos dos últimos anos entrava sempre nas salas de cinema com grandes expetativas (os filhos da mãe dos trailers eram sempre tão bons!) e saía inevitavelmente desiludido. Havia algo que não funcionava. Algo que tornava a narrativa frouxa e apressada. O facto de não conhecer os livros e de não dominar o universo em questão tornava a minha experiência inferior, coisa que nunca deveria acontecer.

Mas os filmes também tinham méritos que eu raramente referia. Agora que a coisa chegou ao fim (e todos sabemos que quando as pessoas morrem, os seus defeitos são esquecidos quase instantaneamente - a menos que tenhas sido um maníaco psicopata) chegou a altura de deixar um pouco de lado os meus problemas com a saga e fazer um memorial condigno.

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2 é o culminar de uma saga que foi ganhando confiança há medida que os anos foram passando. Foi ficando mais negra, mais adulta e o seu universo foi ficando cada vez mais sólido. Agora que chegou ao último capítulo tudo funciona como um relógio suiço. A mitologia solidificou-se e é agora um universo em plena atividade por direito próprio (e por muito que critiquem a escrita de J.K. Rowling, o universo de Harry Potter é rico, robusto e verdadeiramente mágico)

Há muito que aprendemos a lidar com os atores principais e conhecemos as suas manhas melhor do que ninguém (as questões hormonais de feiticeiros adolescentes já não me chateiam tanto). Conhecemos Hogwarts como a palma da nossa mão (afinal de contas entramos lá quase anualmente durante os últimos 10 anos) e talvez por isso, visualmente, Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2 seja tão desconcertante. A magnífica fotografia do Eduardo Serra transforma aquele sítio simpático e mágico, que nos foi apresentado por Chris Columbus em 2001, num cenário pós-apocalítico, perigoso e repressivo. É como se nos tivessem entrada dentro de casa e violado um lugar que julgávamos seguro.

O desfecho é épico como seria de esperar (os rivais enfrentam-se, gente morre, coisas são destruídas. estátuas gigantes são chamadas ao serviço e recuperam-se personagens tão boas como Severus SnapeMinerva McGonagall) e mesmo o epílogo, com um forte potencial para ser ridicularizado, consegue ligar o interruptor da nostalgia e deixar-nos com vontade de começar tudo outra vez. 

Ora deixa-me lá ver onde arrumei o dvd do primeiro filme.

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