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CINEBLOG

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Lobos de Ouro 2012 - As Desilusões

Haverá algo pior do que passar anos e anos a acumular expetativas sobre um filme e descobrir que teria sido mais útil usar esse tempo para escrever uma tese sobre estratégia e segurança na África Austral? Há certamente, mas a amputação genital e a programação da noite de passagem-de-ano da TVI não são para aqui chamadas.

Antes de chegarmos aos Melhores do Ano - e porque todos nós temos um saudável lado masoquista - vale sempre a pena recordar aqueles que mais nos partiram o coração em 2012.

The Dark Knight Rises

Ainda hoje, meses depois da estreia, quando entro numa loja e vejo este filme a ser transmitido, sinto o meu coração a esvair-se em lágrimas. Depois do superlativo The Dark Knight, ninguém esperava de Nolan menos do que a excelência. O resultado acabou por se revelar uma amálgama de cenas atabalhoadas e mal escritas, recheadas de referências políticas mal coladas, capazes de fazer corar o M. Night Shyamalan.

John Carter

Quando se soube que Andrew Stanton preparava um filme em imagem real baseado num dos livros fundamentais da ficção científica do século XX,  todos ficaram à espera de grandes coisas (afinal de contas Stanton foi só um dos pais da trilogia Toy Story). Para ser sincero, não é que John Carter seja um mau filme (os visuais são incríveis e com um pouco de sorte podemos ter aqui um novo culto do Home Video). O problema é que as muitas arestas por limar não se admitem num filme orçado em 250 milhões de dólares.

Prometheus

No regresso ao universo que o viu nascer para a fama, Ridley Scott tentou esconder a falta de inspiração com questões existenciais genéricas e uma direção de arte de encher o olho. O problema é que os fãs não são burros sr. Scott, nem o senhor é uma rainha Xenomorfo.

Cloud Atlas

Os trailers não deixavam espaço para dúvidas. Cloud Atlas só tinhas duas hipóteses: ou seria o melhor filme do ano ou um descalabrado pretensioso de proporções astronómicas. Ora adivinhem lá o que aconteceu.

Ghost Rider: Spirit of Vengeance

Não é que estivesse à espera de ver Truffaut ressuscitado. Mas caramba, os trailers tinham tão bom aspeto e a esperança em Neveldine e Taylor era tão grande, que estava à espera que pelo menos fosse melhor do que o primeiro. Sou tão inocente.

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