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Trailer da versão remasterizada de "Showgirls". 21 anos depois, parece que afinal é bom.

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Aqui fica um pequeno dilema para vos ajudar a ignorar aquela família de 23 elementos que está ao vosso lado na praia, e que insiste em ouvir a discografia do Tony Carreira com o volume no máximo:

Preferem fazer um filme que seja o maior sucesso de bilheteira de sempre, faturando numa semana aquilo que a maior parte dos filmes nunca conseguem faturar, mas do qual ninguém se vai lembrar um ano depois (*cof* "Avatar" *cof*); ou realizar um fracaso de bilheteira arrasado pela crítica, que quase acaba com as vossas carreiras, mas que 21 anos depois se vai transformar num filme de culto, com direito a relançamento nos cinemas, e com dezenas de críticos a revisitá-lo e a interpretá-lo de forma diferente?

Eu escolheria a primeira opção como é óbvio, mas não deixa de ser curioso o que está a acontecer com o "Showgirls" do Paul Verhoeven. Passado mais de duas décadas, há uma série de estudiosos do cinema que dedicaram textos, ensaios e inclusivé livros (como este, do Adam Nayman), a provar que o filme mais odiado e criticado de 1995 (e que foi o último prego no caixão da mítica Carolco Pictures) é na realidade... bom.

A Pathé, aproveitando esta surpreendente onda de amor por aquela que era, até há pouco, uma das maiores vergonhas do seu portfólio, resolveu relançar uma versão remasterizada de "Showgirls" nos cinema franceses.

O trailer já anda por aí e o filme chega aos cinemas gauleses a 14 de setembro.

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Luc Besson condenado pelo plágio de "Escape from New York"

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Um tribunal de apelação de Paris condenou Luc Besson e a EuropaCorp a pagar 450 mil euros a John Carpenter, Nick Castle (co-argumentista) e à StudioCanal (proprietária dos direitos), pelo plágio de "Escape from New York". O tribunal veio assim, não apenas confirmar a sentença emitida em novembro de 2015 pelo Tribunal de Primeira Instância de Paris, como aumentar a quantia em questão, que passou assim de 80 mil para 450 mil.

Recorde-se que esta acusação diz respeito ao filme "Lockout", de 2012, escrito por Stephen St. Leger, James Mather e Luc Besson, que John Carpenter considerou ser um plágio descarado do seu clássico de 1981.

Os juízes deram razão a Carpenter, enumerando uma curiosa lista de elementos importantes que consideram demasiado semelhantes.

Pode ser que esta moda pegue e os argumentistas se vejam obrigados a ter de puxar um pouco mais pela cabeça.

(Mas sejamos honestos... o que são 450 mil euros num filme de 20 milhões?)

 

Trailer de "The Warrior's Gate", o "The Last Starfighter" de Luc Besson

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Se já visitam este blogue há algum tempo, talvez saibam que não nutro grande simpatia pelo produtor/realizador/argumentista Luc Besson. Mas a verdade é que ele continua a ter a agenda cheia de trabalhos e alguns deles até têm um aspeto relativamente interessante.

Hoje descobri o trailer do "épico" de fantasia "The Warrior's Gate", co-escrito por Besson, que apesar de já ter quase um mês, passou praticamente ao lado da imprensa especializada.

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"Split, o novo de M. Night Shyamalan, já tem trailer

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M. Night Shyamalan, o outrora prodígio transformado em punchline, está de regresso para mais um dos seus thrillers originais.

"Split" tem James McAvoy no papel de um indivíduo com 23 personalidades diferentes, uma interpretação que pode muito bem vir a oscilar entre o genial e o simplesmente anedótico (veremos que espécie de Shyamalan nos vai calhar na rifa).

O trailer já chegou à rede e deixou-me... intrigado.

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Crítica: "Stranger Things" (Temporada 1/2016)

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"Stranger Things" é a prova de que a inspiração é infinitamente melhor do que a adaptação.

Inspirado por dezenas de fontes diferentes (a mais óbvia é o cinema familiar/fantástico dos anos 80, mas podem oscilar entre um videojogo do final dos anos 90 e um filme com um par de anos), MattRoss Duffer criaram uma deliciosa lufada de ar reciclado que nos prende do primeiro ao último episódio.

O mistério funciona, graças a uma narrativa limpinha, sempre direta ao assunto, que conta com a preciosa ajuda de um conjunto de jovens atores desconhecidos, que em breve irão deixar de o ser (os putos são os maiores, para quê estar com rodeios?). A banda sonora "é do caraças", não apenas pelos sintetizadores "carpenterianos", que ajudam a tornar a experiência muito mais imersiva, mas também pela extraordinária mixtape que junta nomes que vão desde os The Clash a Vangelis. E a nostalgia nunca foi tão bem tratada, com todos os elementos intertextuais (que podem ir do simples poster à reprodução integral de uma cena) colocados milimetricamente em cena para apelar ao viciado em clubes de vídeo que há em todos nós.

Mas talvez o mais interessante de "Stranger Things" seja a forma como os autores, seguindo as pisadas de um tal de Tarantino, partem de situações e de personagens criadas noutros tempos e às quais reagimos instintivamente, como suculentos bifes destinados a despertar o nosso cão de Pavlov interior, e conseguem trocar-nos as voltas com resoluções e evoluções inesperadas.

"Stranger Things" é um objeto único, com uma alma própria, construído em cima de um cenário familiar mas ainda capaz de nos surpreender. Assusta quando tem de assustar e é enternecedor quando tem de o ser.

Não deixa, no entanto, de ser curioso (e sintomático) que em pleno século XXI,  a melhor homenagem do momento à 7.ª arte venha de uma série de televisão.

****

P.S. Já disse que a banda sonora é do caraças?

Teaser de "Bad Santa 2". Sim, vai mesmo acontecer.

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Parece mentira mas já lá vão 13 anos desde que Billy Bob Thornton vestiu pela primeira vez o fato de Pai Natal. Apesar de ter passado sem grande alarido nas salas nacionais quase um ano depois, "Bad Santa" é um dos favoritos da quadra natalícia deste vosso estaminé.

Sem que nada o fizer prever (bem, na realidade eu é que não sabia, porque de certeza que já alguém tinha anunciado isto), chegou à internet o primeiro teaser de "Bad Santa 2"

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A Comic-Con de San Diego 2016 já lá vai. Chegou a altura de tomar o digestivo.

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Ontem chegou ao fim mais uma Comic-Con de San Diego e se é verdade que tenho vindo a dar atenção a algumas das novidades que por lá passaram (nomeadamente o painel da DC com "Justice League" e "Wonder Woman"), também é verdade que deixei passar muita coisa ao lado. Este post pretende colmatar essa falha.

:: Depois de uma série de teasers castiços, "The Lego Batman Movie" ganhou o primeiro trailer a sério. Continua com piada.

:: "Doctor Strange" tem um novo trailer e desta vez a magia é real.

:: Continuando com Cumberbatch, a nova temporada do "Sherlock" da BBC (a última?) também já tem trailer

:: O novo Spider Man também marcou presença na Comic Con 2016, e para além de um trailer (que ainda não chegou oficialmente à rede), tivemos direito a uma imagem conceptual no novo vilão

:: A Marvel continua a recrutar oscarizados para as suas fileiras: Brie Larson é a "Captain Marvel" e é a própria que faz questão de o anunciar no Twitter.

:: Stallone e Kurt Russell vão poder reeditar "Tango & Cash" no novo "Guardians of the Galaxy". Ou assim aconteceria num mundo perfeito

:: Em vez de nos dar uma sequela do "RocknRolla", o Guy Ritchie resolveu dar-nos a enésima versão da história do Rei Artur. O trailer foi divulgado e é... coiso.

:: O "Fantastic Beasts and Where to Find Them" continua com bom aspeto. E sobretudo não precisa de nos dizer constantemente que está relacionado com um certo feiticeiro com miopia.

:: O novo King Kong também já tem trailer e parece estupidamente grande. A produtora é a Legendary e ninguém parece duvidar que está para breve um confronto com o novo Godzilla

:: Oliver Stone aproveitou para apresentar o seu "Snowden" enquanto apanhava alguns Pokémon raros.

:: O FX prepara uma série baseada no filho do professor Xavier com o showrunner do "Fargo". O trailer parece fofo.

:: "Blame!", o manga de Tsutomu Nihei, vai dar origem a um anime com produção da Netflix Japão. O trailer já por aí anda, o CGI é que ainda não me convenceu.

:: O primeiro trailer de "American Gods" deixou meio mundo a salivar de ansiedade. Como fã incondicional de Neil Gaiman não pude deixar de me juntar à turba.

Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

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