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CINEBLOG

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Crítica: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. A revolta também é um direito

 

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Desde o momento em que vemos o olhar de Mildred (Frances McDormand) a inspecionar aqueles três cartazes decrépitos à beira da estrada, que sabemos o que se está a passar. Mildred é raiva, injustiça e sobretudo impotência. Está tudo espelhado naqueles olhos. É como começar uma história pelo fim, só que ainda estamos apenas no início. O que se segue é apenas uma confirmação.

Na terceira longa-metragem como realizador, Martin McDonagh aventura-se no território dos irmãos Coen e leva-nos numa viagem até à America profunda. Estão lá as armas, a violência, a misoginia e o racismo, que servem de combustível a uma reflexão sobre o luto e o direito a não deixar o passado cair no esquecimento, por muito inconveniente que possa ser.

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The End of the F***ing World. O apocalipse é uma questão de perspetiva

 

The end of the f***ing world

The End of the F***ing World não é uma paixão à primeira vista.

Durante a primeira hora, a nova série da Netflix (transmitida originalmente no Channel 4 britânico) é pouco mais do que um exercício de bizarria macabra que aparenta não querer chegar a lado nenhum: personagens incómodos em situações extremas que parecem ter sido escritas com o único propósito de chocar. Se os capítulos fossem maiores, provavelmente teria ficado pelo primeiro episódio.

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Crítica: The Disaster Artist. O desastre perfeito

The Disaster Artist

Quando se escreve sobre filmes biográficos, é lugar-comum usar expressões como "a realidade é mais estranha do que a ficção" ou "se não existisse, teria de ser inventado". Perdoem-me desde já a falta de originalidade, mas não encontro melhor forma de descrever tanto The Disaster Artist como o próprio Tommy Wiseau, o excêntrico auteur, interpretado de forma brilhante por James Franco.

De um modo geral, podemos dizer que The Disaster Artist é um filme sobre os bastidores do The Room, obra de culto ultra-independente que nos últimos anos tem ocupado confortavelmente o trono do sub-género "tão mau que é bom".

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Os melhores filmes de 2017

 

Thelma

Porque o cinema será sempre o que faz bater o coração deste velho estaminé, aqui fica a lista dos meus filmes favoritos do ano, mais uma vez sem nenhuma ordem específica.

Da minha parte, despeço-me com amizade deste 2017 e aqui vos espero em 2018 para mais e melhor cinema. Bom ano e cuidado com as passas. Já sabem: na dúvida bebam sempre mais champanhe (mas só se não conduzirem, obviamente).

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Crítica: It Comes at Night. A noite é escura e cheia de horrores

It Comes at Night

Ao deambular pelo quadro de Brueghel nos minutos iniciais, It Comes at Night empurra a sua mensagem para outros limites. Nesse momento, o apocalipse deixa de ser a alegoria catapultada para a fama por Romero e torna-se numa viagem especulativa até aos medos e paranoias da europa do século XIV. Não é por acaso que a infeção retratada no filme é em tudo semelhante aos relatos da Peste Negra, a doença que dizimou um quarto da população europeia da altura. É muito fácil esquecermo-nos que tudo aquilo já aconteceu e que não há ninguém que nos possa garantir que não volte a acontecer.

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