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De Rato "Mickey" a Incrível "Rourke"

 

Mickey Rourke olha para o céu e imagina-se

a dar um enxerto de porrada em Sean Penn

 

Randy “The Ram” Robinson é uma antiga estrela de wrestling que vai sobrevivendo a trabalhar num supermercado enquanto compete na “liga dos últimos” da modalidade. Mal tem dinheiro para pagar a roulotte onde vive e a sua única voz amiga é uma stripper.
Um dia, após um violento combate, sofre um ataque cardíaco que o obriga a ser operado de urgência. Os médicos exigem um ponto final na sua carreira profissional, mas Hollywood já nos ensinou que nem tudo é assim tão fácil.


Começando pelo inevitável: sim, é verdade que a performance de Mickey Rourke em “The Wrestler” é arrasadora em todos os sentidos. Não há volta a dar nem retórica que o possa negar. É daquelas certezas universais. Provavelmente mais incontestável que qualquer lei da física ou da química.

 

No entanto, não é menos verdade que é algo injusto – especialmente para a concorrência - colocar Mickey Rourke no papel de uma estrela dos anos 80 decadente e cheia de vícios pouco recomendáveis. Seria como se Aronosfy quisesse fazer um filme sobre uma vedeta caduca de um reality show e fosse buscar o Zé Maria (alguém ainda se lembra?). É um daqueles casos em que a linha que separa o actor principal do respectivo personagem se dissipa e o conceito de representação é inevitavelmente subvertido. Será Rourke a fazer Randy “The Raw”, ou pelo contrário, Randy “The Raw” é Rourke?

 

Texto publicado na íntegra aqui.

Remake de "Total Recall" a caminho

Segundo o nosso amigo Joblo, a Sony prepara-se para voltar a visitar "Total Recall". Lembram-se? O glorioso filme de Paul Verhoeven protagonizado pelo Arnie e pela Sharon Stone? Já não se fazem desfiles de violência deste nível.

Claro que ninguém lhe quer chamar remake. Falam em reinvenção. Dizem que vão voltar a adaptar a obra de Philip K. Dick que inspirou o original ("We Can Remember It For You Wholesale").

No entanto, convenientemente, o título "Total Recall" vai-se manter... Quem diria?

 

Vejam a antevisão que encerrou os Óscares

Para aqueles que - tal como eu - mal ouviram o que estava escrito no último envelope, apagaram a televisão e marcaram encontro com o João Pestana, aqui fica o vídeo de três minutos transmitido no final da cerimónia (e que não faço ideia se foi transmitido ou não pela TVI) em jeito de amostra do ano cinematográfico que se avizinha.

 



Qual destes filmes faz o vosso coração palpitar como o de uma adolescente prestes a perder a virgindade?

Sean Penn destaca-se em Bollywood

Se não fosse pelos surpreendentes números músicais de Hugh Jackman e pela estatueta que Sean Penn «roubou» à ultima hora a Mickey Rourke, poder-se-ia muito bem dizer que a 81ª cerimónia de entrega dos Óscares tinha sido uma das previsíveis dos últimos tempos.

 

 

Muitos estavam apreensivos com a escolha de Jackman para host da gala. Era compreensível. A tradição exigia um humorista e a Academia deu-lhe um show man. Mas bastaram pouco minutos para o australiano arrancar à plateia a primeira ovação da noite, graças a uma animada e original apresentação músical dos nomeados. Na retina vai ficar durante muito tempo o dinâmismo de Frost/Nixon versão Jackman/Hathaway.

O grande vencedor da noite foi, sem surpresas, "Slumdog Millionaire". O domínio arrasador da película de Danny Boyle concretizou-se com a vitória em oito categorias - incluindo a de Melhor Filme e Realizador - e é caso para dizer que Hollywood abriu definitivamente as portas a Bollywood.

Nas categorias femininas não houve surpresas. Kate Winslet foi distinguida com o mais que esperado prémio de Melhor Actriz por "The Reader" e Penélope Cruz levou para Espanha a estatueta de Melhor Actriz Secundária por "Vicky Cristina Barcelona".

Faltava uma categoria para encerrar definitivamente a cerimónia quando acontece a surpresa da noite. Quando todos esperavam a coroação de Mickey Rourke como Melhor Actor do Ano, o nome de Sean Penn é pronunciado do Kodak Theater, dando a "Milk" o segundo prémio da noite - a juntar-se ao reconhecimento na categoria de Argumento Original - surpreendendo o próprio Penn que se viu obrigado a recorrer a um trémulo e improvisado discurso de aceitação.

Na categoria dedicada aos «secundários», Heath Ledger recebeu a mais que certa (e merecida) homenagem póstuma sob a forma de Óscar de Melhor Actor Secundário, pelo seu desempenho em "The Dark Knight".

Na animação, "Wall-E" venceu e convenceu levando mais um Óscar de Melhor Animação para a Pixar. Já "Okuribito" ("Departures") deu ao Japão a vitória na categoria de Filme Estrangeiro.

O derrotado da noite foi "The Curious Case of Benjamin Button", de David Fincher, que de rei das nomeações (13) passou a grande desilusão (embora também ela esperada). Apenas três estatuetas conquistadas e todas em categorias técnicas deixam o filme do homem que viveu ao contrário com um imenso amargo de boca.

"Doubt" e "Frost/Nixon" sairam de mãos a abanar e confirmaram o estatuto de «enche categorias» da noite.

(Texto publicado originalmente em Rascunho.net)

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