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CINEBLOG

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E foi assim em 2013

É uma das daquelas leis gravadas a sangue no grande livro da blogoesfera: com o fim do ano chegam inevitavelmente as listas, as prémios, as reflexões e as retrospetivas. Como sou um gajo que adere facilmente a tendências, aqui fica a minha contribuição, mesmo a tempo de abrir a champanhe e engolir as passas. Bom ano minha gente.

O estranho caso de Ben Affleck

Ben Affleck foi uma das figuras de 2013 e não necessariamente pelos piores motivos. O ator de clássicos incontornáveis da sétima arte como "Daredevil" e "Gigli" viu o seu "Argo" levar para casa o Óscar mais importante do ano e assumiu-se definitivamente como um dos cineastas mais interessantes da atualidade.

O mais curioso é que nem isso acalmou a onda de indignação que se fez sentir nas interwebs quando em Agosto foi anunciado como o novo Batman. Lição a tirar daqui? As pessoas até podem gostar de Affleck... desde que se mantenha escondido e caladinho atrás de uma câmara, de preferência nas profundezas mais sombrias de uma mata ancestral algures em Los Angeles.

Gigantes de aço

Se Guillermo Del Toro não teve medo de ser óbvio e simples (não confundir com popularucho e simplório) na sua espetacular abordagem à cultura pop nipónica (o que ajudou a tornar "Pacific Rim" num dos filmes mais cool do ano) já o mesmo não se pode dizer da complexa abordagem narrativa de Zack Snyder a um dos maiores ícones da cultura pop norte-americano. "Man Of Steel" marcou o início da resposta cinematográfica da DC Comics à Marvel e se é verdade que para início podia ser muito pior (principalmente quando se vê pela segunda vez), fica a ideia que a DC tem demasiado medo da Marvel para assumir um caminho totalmente diferente. Esperemos que "Man Of Steel 2" nos chegue mais esclarecido.

De morto e enterrado a rei do Box-Office

As más línguas e as notícias que nos chegavam dos bastidores deixavam antever o pior para "World War Z" e para o seu protagonista. Estaria a cara-metade de Angelina Jolie na curva descendente da sua carreira? Teria chegado a altura de Brad Pitt pendurar as botas? Nada disso. Como um morto-vivo que teima em deixar a nossa dimensão, "World War Z" cravou as unhas putrefactas na terra húmida da própria campa e saltou cá para fora surpreendentemente rejuvenescido. Não só se revelou um produto bastante decente como se tornou no filme mais bem sucedido da carreira de Brad Pitt.

O fim do blockbuster?

E se Brad Pitt se safou à justa de um annus horribilis, já o mesmo não se pode dizer de Johnny Depp. O seu "Lone Ranger" foi um monumental fracasso de bilheteira, daqueles que só a Disney consegue suportar, e o público começa a dar sinais de estar cansado de mega produções esbanjadoras. E nem é que o "Lone Ranger" fosse um mau filme. Vamos lá ver o que a Disney e o J.J. vão fazer com o "Star Wars".

A Academia de Cinema

Sabiam que Portugal já tem uma Academia de Cinema? Se responderam negativamente nada temam porque estão ao lado de 99 por cento da população nacional. Mas uma Academia de Cinema em Portugal é bom, não é? Finalmente temos alguém que defenda os interesses da sétima arte nacional, lutando para nos dignificar além fronteiras. Certo? De certeza que não foi criada apenas para dar palmadinhas nas costas dos suspeitos do costume através de uma entrega de prémios confrangedora.

Uma gaiola cheia de Portugal

Apesar de ter despertado a ira de reputados intelectuais e tutólogos da nossa praça, ninguém pode negar o fenómeno que foi "A Gaiola Dourada" (provavelmente mais do campo da sociologia do que das artes). O filme de Rúben Alves pode não nos fazer sair do cinema com aquela inspiração própria dos grandes filmes, mas é um simpático e genuíno retrato de uma geração de portugueses, feita com uma dose saudável de bom gosto. 

O chocolate no fim do Cornetto

Não foi o único filme sobre o fim do mundo a estrear em 2013, mas ao contrário dos outros, "The World's End" marcou mesmo o fim de uma era. A simpática trilogia do Cornetto que Edgar Wright, Simon Pegg e Nick Frost iniciaram com "Shaun of the Dead", chegou finalmente ao fim e o mundo chorou. Ou pelo menos eu. Não só foi o mais negro e pessoal dos três (como ditam as regras das boas trilogias), como mostrou que Edgar Wright não vive só de estilo e de planos rápidos. Não sei o que se segue, mas é bom que chegue depressa.

In Memoriam

Nem só de alegrias viveu 2013. No ano que hoje acaba muitas foram as estrelas que se apagaram. De velhas glórias como Peter O'Toole, a atores como Paul Walker ou James Gandolfini, passando pelo mítico  Roger Ebert. 2013 não vai deixar saudades.

Blogue a 24fps que não necessita de óculos 3D. Online desde 2003.

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