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The End of the F***ing World. O apocalipse é uma questão de perspetiva

 

The end of the f***ing world

The End of the F***ing World não é uma paixão à primeira vista.

Durante a primeira hora, a nova série da Netflix (transmitida originalmente no Channel 4 britânico) é pouco mais do que um exercício de bizarria macabra que aparenta não querer chegar a lado nenhum: personagens incómodos em situações extremas que parecem ter sido escritas com o único propósito de chocar. Se os capítulos fossem maiores, provavelmente teria ficado pelo primeiro episódio.

Mas este é um produto do seu tempo e os seus oito episódios de 20 minutos - provavelmente o melhor binge da temporada - foram formatados para não nos deixar desistir.

Por volta do quarto episódio tudo se altera. Começamos finalmente a compreender os personagens e o que está por detrás daquela estranheza inicial. A narrativa ganha outro ritmo e outra profundidade e aquilo que nos parecia forçado é agora perfeitamente natural.

Os personagens descobrem-se ao mesmo que tempo que os vamos descobrindo. Percebemos que esta é uma série sobre segredos, decisões erradas e, sobretudo, segundas oportunidades e ficamos felizes de não ter desistido.

Afinal de contas, se fosse tudo perfeito à partida, qual era a piada da viagem?

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